Catecismo de Heidelberg


O Catecismo de Heidelberg é o segundo dos padrões doutrinários da Igreja Reformada e originou-se no ano de 1563 na cidade de Heidelberg (daí seu nome), capital do eleitorado alemão do Palatinado. O príncipe eleitor Frederico III, que se tornou calvinista em 1560, encarregou Zacarias Ursinus (professor da faculdade de teologia de Heidelberg) e Caspar Olevianus, pregador da corte, de prepararem um manual de instrução doutrinária para consolidar a fé reformada em seus domínios. O novo catecismo foi aprovado e publicado em 1563. O sucesso foi imediato e em sua terceira edição as perguntas e respostas foram agrupadas em 52 Dias do Senhor, de modo que seu conteúdo pudesse ser estudado ao longo de um ano.

Domingo 1

Qual é o seu único conforto na vida e na morte?

O meu único conforto é que – corpo e alma, na vida e na morte1 – não pertenço a mim mesmo,2 mas ao meu fiel Salvador, Jesus Cristo,3 que, ao preço do seu próprio sangue, pagou4 totalmente por todos os meus pecados e me libertou completamente do domínio do pecado.5 Ele me protege tão bem6 que, contra a vontade de meu Pai do céu, não perderei nem um fio de cabelo.7 Na verdade, tudo coopera para meu bem e o seu propósito é para a minha salvação.8 Portanto, pelo seu Espírito Santo ele também me garante a vida eterna9 e me torna disposto a viver para ele daqui em diante, de todo o coração.10

  1. 1Co 3:23; Tt 2:14
  2. Rm 14:8; 1Ts 5:9,10
  3. 1Co 6:19,20
  4. 1Pe 1:18,19; 1Jo 1:7; 1Jo 2:2,12
  5. Jo 8:34–36; Hb 2:14,15; 1Jo 3:8
  6. Jo 6:39; Jo 10:27–30; 2Ts 3:3; 1Pe 1:5
  7. Mt 10:29,30; Lc 21:18
  8. Rm 8:28
  9. Rm 8:16; 2Co 1:22; 2 Co 5:5; Ef 1:13–14
  10. Rm 8:14; 1Jo 3:3

O que você deve saber para viver e morrer nesse fundamento?

Primeiro: como são grandes meus pecados e minha miséria.1 Segundo: como sou salvo de meus pecados e de minha miséria.2 Terceiro: como devo ser grato a Deus por tal salvação.3

  1. Mt 9:12; Jo 9:41; Rm 3:10; 1Jo 1:9,10
  2. Lc 24:46,47; Jo 17:3; At 4:12; At 10:43; 1Co 6:11; Tt 3:3–7
  3. Sl 50:14,15; Sl 116:12,13; Mt 5:16; Rm 6:12,13; Ef 5:10; 2Tm 2:15; 1Pe 2:9,12. Veja também Mt 11:28–30; Ef 5:8

Parte 1: Nossa miséria

Domingo 2

Como você conhece sua miséria?

Pela Lei de Deus.1

  1. Rm 3:20

O que a Lei de Deus exige de nós?

Cristo nos ensina isso, em um resumo, em Mateus 22:37–40: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas”1.

  1. Lv 19:18; Dt 6:5; Mc 12:30,31; Lc 10:27

Você pode guardar essa lei perfeitamente?

Não, não posso,1 porque por natureza sou inclinado a odiar a Deus e o meu próximo.2

  1. Rm 3:10,20,23; 1Jo 1:8,10
  2. Gn 6:5; Gn 8:21; Jr 17:9; Rm 7:23; Rm 8:7; Ef 2:3; Tt 3:3

Domingo 3

Mas Deus criou o homem tão mau e perverso?

Não, Deus criou o homem bom1 e à sua imagem2, isto é, em verdadeira justiça e santidade, para conhecer corretamente a Deus seu Criador, amá-Lo de todo o coração e viver com Ele em eterna felicidade, para louvá-Lo e glorificá-Lo3.

  1. Gn 1:31
  2. Gn 1:26,27
  3. 2Co 3:18; Ef 4:24; Cl 3:10

De onde vem, então, esta natureza corrompida do homem?

Da queda e desobediência de nossos primeiros pais, Adão e Eva, no paraíso1. Ali, nossa natureza tornou-se tão envenenada, que todos nós somos concebidos e nascidos em pecado2.

  1. Gn 3; Rm 5:12,18,19
  2. Sl 51:5; Jo 3:6

Mas nós somos tão corrompidos que não podemos fazer bem algum e que somos inclinados a todo mal?

Somos sim1 , se não nascermos de novo pelo Espírito de Deus2.

  1. Gn 6:5; Gn 8:21; Jó 14:4; Jo 15:14,16,35; Is 53:6; Tt 3:3
  2. Jo 3:3,5; 1Co 12:3; 2Co 3:5

Domingo 4

Então, Deus exige do homem, em sua lei, o que este não pode cumprir. Isto não é injusto?

Não, pois Deus criou o homem de tal maneira que este pudesse cumprir a lei1. O homem, porém, sob instigação do diabo e por sua própria rebeldia, privou a si mesmo e a todos os seus descendentes destes dons2.

  1. Gn 1:27; Ef 4:24
  2. Gn 3:4–6; Rm 5:12; 1Tm 2:13,14

Deus deixa sem castigo esta desobediência e rebeldia?

Não, não deixa, porque Ele se ira terrivelmente tanto contra os pecados em que nascemos como contra os que cometemos, e quer castigá-los por justo julgamento, agora, nesta vida, e na futura1. Ele mesmo declarou: “Maldito todo aquele que não permanece em todas as coisas escritas no livro da lei, para praticá-las” (Gl 3:10)2.

  1. Gn 2:17; Êx 20:5; Êx 34:7; Sl 5:5; Na 1:2; Rm 1:18; Rm 5:12; Ef 5:6; Hb 9:27
  2. Dt 27:26

Mas Deus não é também misericordioso?

Deus na verdade é misericordioso1, mas também e justo2. Por isso, sua justiça exige que o pecado, cometido contra a suprema majestade de Deus, seja castigado também com a pena máxima, quer dizer, com o castigo eterno em corpo e alma3.

  1. Êx 20:6; Êx 34:6,7
  2. Êx 20:5; Êx 23:7; Êx 34:7; Sl 7:9
  3. Na 1:2,3; 2Ts 1:9

Parte 2: Nossa salvação

Domingo 5

Então, conforme o justo julgamento de Deus, merecemos castigo, nesta vida e na futura. Como podemos escapar deste castigo e, de novo, ser aceitos por Deus em graça?

Deus quer que sua justiça seja cumprida1. Por isso, nós mesmos devemos satisfazer essa justiça, ou um outro por nós2.

  1. Gn 2:17; Êx 20:5; Êx 23:7; Ez 18:4; Hb 10:30
  2. Mt 5:26; Rm 8:3,4

Nós mesmos podemos satisfazer essa justiça?

De maneira alguma. Pelo contrário, aumentamos, a cada dia, a nossa dívida com Deus1.

  1. Jó 4:18,19; Jó 9:2,3; Jó 15:16; Sl 130:3; Mt 6:12; Mt 16:26; Mt 18:25

Será que uma criatura, sendo apenas criatura, pode pagar por nós?

Não, não pode. Primeiro: porque Deus não quer castigar uma outra criatura pela dívida do homem1.

Segundo: porque tal criatura não poderia suportar o peso da ira eterna de Deus contra o pecado e dela livrar outros2.

  1. Gn 3:17; Ez 18:4
  2. Sl 130:3; Na 1:6

Que tipo de Mediador e Salvador, então, devemos buscar?

O Mediador deve ser verdadeiro1 homem e homem justo2, contudo, mais poderoso que todas as criaturas; portanto, alguém que é, ao mesmo tempo, verdadeiro Deus3.

  1. 1Co 15:21
  2. Hb 7:26
  3. Is 7:14; Is 9:6; Jr 23:6; Lc 11:22; Rm 8:3,4

Domingo 6

Por que o Mediador deve ser verdadeiro homem e homem justo?

Deve ser verdadeiro homem, porque a justiça de Deus exige que o homem pague o pecado do homem1. Deve ser homem justo, porque alguém que tem seus próprios pecados, não pode pagar por outros2.

  1. Is 53:3–5; Jr 33:15; Ez 18:4,20; Rm 5:12–15; 1Co 15:21; Hb 2:14–16
  2. Sl 49:7; Hb 7:26,27; 1Pe 3:18

Por que o Mediador deve ser, ao mesmo tempo, verdadeiro Deus?

Porque, somente sendo verdadeiro Deus1, Ele pode suportar2, como homem, o peso da ira3 de Deus, e conquistar e restituir, para nós, a justiça e a vida4.

  1. Is 9:6; Rm 1:4; Hb 1:3
  2. Is 53:4,11
  3. Dt 4:24; Sl 130:3; Na 1:6
  4. Is 53:5,11; Is 54:8; Jo 3:16; At 20:28; 1Pe 3:18

Mas quem é esse Mediador que, ao mesmo tempo, é verdadeiro Deus1 e verdadeiro2 homem e homem justo3 ?

Nosso Senhor Jesus Cristo4, que nos foi dado para completa salvação e justiça5.

  1. Jr 23:6; Mt 3:1; Rm 8:3; Gl 4:4; 1Jo 5:20
  2. Lc 1:42; Lc 2:6,7; Rm 1:3; Fp 2:7; Hb 2:14,17; Hb 4:15
  3. Is 53:9,11; Jr 23:5; Lc 1:35; Jo 8:46; Hb 4:15; Heb 7:26; 1Pe 1:19; 1Pe 2:22; 1Pe 3:18
  4. Mt 1:23; Lc 2:11; Jo 1:1,14; Jo 14:6; Rm 9:5; 1Tm 2:5; 1Tm 3:16; Hb 2:9
  5. 1Co 1:30; 2Co 5:21

Como você sabe isto?

Pelo santo Evangelho, que o próprio Deus, de início, revelou no paraíso1. Depois mandou anunciá-lo pelos santos patriarcas2 e profetas3 e, de antemão, o representou através dos sacrifícios e das outras cerimônias do Antigo Testamento.4 Finalmente, o cumpriu por seu único Filho5.

  1. Gn 3:15
  2. Gn 12:3; Gn 22:18; Gn 26:4; Gn 49:10
  3. Is 42:1–4; Is 43:25; Is 49:6; Is 53; Jr 23:5,6; Jr 31:32,33; Mq 7:18–20; Jo 5:46; At 3:22–24; At 10:43; Rm 1:2; Hb 1:1
  4. Cl 2:17; Hb 10:1,7
  5. Rm 10:4; Gl 3:24; Gl 4:4,5; Cl 2:17

Domingo 7

Todos os homens, então, tornam-se salvos por Cristo, assim como pereceram em Adão?

Não1, somente aqueles que pela verdadeira fé são unidos a Cristo e aceitam todos os seus benefícios2.

  1. Mt 7:14; Mt 22:14
  2. Sl 2:12; Mc 16:16; Jo 1:12,13; Jo 3:16,18,36; Rm 3:22; Rm 11:20; Hb 4:2,3; Hb 5:9; Hb 10:39; Hb 11:6

O que é a verdadeira fé?

A verdadeira fé é o conhecimento e a certeza de que é verdade tudo o que Deus nos revelou em sua Palavra1. É também a plena confiança2 de que Deus concedeu, por pura graça, não só a outros, mas também a mim, a remissão dos pecados, a justiça eterna e a salvação3, somente pelos méritos de Cristo4. O Espírito Santo5 opera esta fé em meu coração, por meio do Evangelho6.

  1. Rm 4:20,21; Hb 11:1,3; Tg 1:6
  2. Sl 9:10; Rm 4:16–21; Rm 5:1; Rm 10:10; Ef 3:12; Hb 4:16
  3. Hc 2:4; At 10:43; Rm 1:17; Gl 3:11; Hb 10:10,38
  4. Lc 1:77,78; Jo 20:31; At 10:43; Rm 3:24; Rm 5:19; Gl 2:16
  5. Mt 16:17; Jo 3:5; Jo 6:29; At 16:14; 2Co 4:13; Ef 2:8; Fp 1:29
  6. Mc 16:15; At 10:44; At 16:14; Rm 1:16; Rm 10:17; 1Co 1:21

Em que um cristão deve crer?

Em tudo o que nos é prometido no Evangelho. O Credo Apostólico, resumo de nossa universal e indubitável fé cristã, nos ensina isto1.

  1. Mt 28:19; Mc 1:15; Jo 20:31

O que dizem os artigos deste Credo?

  1. 1. Creio em Deus Pai, Todo-Poderoso, Criador do céu e da terra;
  2. 2. e em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor;
    3. que foi concebido pelo Espírito Santo, nasceu da virgem Maria;
    4. padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado, desceu ao inferno;
    5. no terceiro dia ressurgiu dos mortos;
    6. subiu ao céu e esta sentado à direita de Deus Pai Todo-Poderoso;
    7. donde há de vir a julgar os vivos e os mortos
  3. 8. Creio no Espírito Santo;
    9. na santa igreja universal de Cristo, a comunhão dos santos;
    10. na remissão dos pecados;
    11. na ressurreição da carne
    12. e na vida eterna

Domingo 8

Como se divide este Credo?

Em três partes. A primeira trata de Deus Pai e da nossa criação. A segunda de Deus Filho e da nossa salvação. A terceira de Deus Espírito Santo e da nossa santificação.

Por que você fala de três Pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo, visto que há um só Deus1?

Porque Deus se revelou, em sua Palavra, de tal maneira que estas três Pessoas distintas são o único, verdadeiro e eterno Deus2.

  1. Dt 6:4; Is 44:6; Is 45:5; 1Co 8:4,6; Ef 4:5,6
  2. Gn 1:2,3; Is 61:1; Mt 3:16,17; Mt 28:19; Lc 1:5; Lc 4:18; Jo 14:26; Jo 15:26; At 2:32,33; 2Co 13:13; Gl 4:6; Ef 2:18; Tt 3:4–6

Deus Pai e nossa criação

Domingo 9

Em que você crê quando diz: “Creio em Deus Pai, Todo-Poderoso, Criador do céu e da terra”?

Creio que o eterno Pai de nosso Senhor Jesus Cristo criou, do nada, o céu, a terra e tudo o que neles há1 e ainda os sustenta e governa por seu eterno conselho e providência2. Ele é também meu Deus e meu Pai, por causa de seu Filho Cristo3. NEle confio de tal maneira, que não duvido que dará tudo o que for necessário para meu corpo e minha alma4; e que Ele transformará em bem todo mal que me enviar, nesta vida conturbada5. Tudo isto Ele pode fazer como Deus todo-poderoso6 e quer fazer como Pai fiel7.

  1. Gn 1:1; Gn 2:3; Êx 20:11; Jó 33:4; Jó 38:4–11; Sl 33:6; Is 40:26; At 4:24; At 14:15
  2. Sl 104:2–5,27–30; Sl 115:3; Mt 10:29,30; Rm 11:36; Ef 1:11
  3. Jo 1:12; Rm 8:15; Gl 4:5–7; Ef 1:5
  4. Sl 55:22; Mt 6:25,26; Lc 12:22–24
  5. Rm 8:28
  6. Rm 8:37–39; Rm 10:12; Ap 1:8
  7. Mt 6:32,33; Mt 7:9–11

Domingo 10

O que é a providência de Deus?

É a força Todo-Poderoso e presente1, com que Deus, pela sua mão, sustenta e governa o céu, a terra e todas as criaturas2. Assim, ervas e plantas, chuva e seca3, anos frutíferos e infrutíferos, comida e bebida, saúde e doença, riqueza e pobreza e todas as coisas4 não nos sobrevêm por acaso, mas de sua mão paternal5.

  1. Sl 94:9,10; Is 29:15,16; Jr 23:23,24; Ez 8:12; Mt 17:27; At 17:25–28
  2. Hb 1:3
  3. Jr 5:24; At 14:17
  4. Pv 22:2; Jo 9:3
  5. Pv 16:33; Mt 10:29

Para que serve saber da criação e da providência de Deus?

Para que tenhamos paciência1 em toda adversidade e mostremos gratidão2 em toda prosperidade e para que, quanto ao futuro, tenhamos a firme confiança em nosso fiel Deus e Pai, de que criatura alguma nos pode separar do amor dEle3. Porque todas as criaturas estão na mão de Deus, de tal maneira que sem a vontade dEle não podem agir nem se mover4.

  1. Jó 1:21,22; Sl 39:9; Rm 5:3,4; Tg 1:3
  2. Dt 8:10; 1Ts 5:18
  3. Sl 55:22; Rm 5: 4,5; Rm 8:38,39
  4. Jó 1:12; Jó 2:6; Pv 21:1; At 17:25–28

Deus Filho e nossa salvação

Domingo 11

O nome “Jesus” significa “Salvador.” Por que o Filho de Deus tem este nome?

Porque Ele nos salva de todos os nossos pecados1 e porque, em ninguém mais, devemos buscar ou podemos encontrar salvação2.

  1. Mt 1:21; Hb 7:25
  2. Is 43:11; Jo 15:4,5; At 4:11,12; 1Tm 2:5; 1Jo 5:11,12

Será que aqueles que buscam, o bem e a salvação nos assim chamados “santos”, ou em si mesmos ou em qualquer lugar, realmente crêem no único Salvador?

Não, não crêem, pois na prática negam o único Salvador Jesus, ainda que falem tanto dEle1. Pois das duas, uma: ou Jesus não é o perfeito Salvador, ou aqueles que O aceitam como Salvador com verdadeira fé, encontram nEle tudo o que é necessário para a salvação2.

  1. 1Co 1:13,30,31; Gl 5:4
  2. Is 9:7; Jo 1:16; Cl 1:19,20; Cl 2:10; Hb 12:2; 1Jo 1:7

Domingo 12

O nome “Cristo” significa “Ungido.” Por que Jesus tem também este nome?

Porque Ele foi ordenado por Deus Pai e ungido1 com o Espírito Santo para ser nosso supremo Profeta e Mestre, nosso único Sumo Sacerdote e nosso eterno Rei.

Como Profeta Ele nos revelou plenamente o plano de Deus para nossa salvaçao2; como Sumo Sacerdote Ele nos resgatou pelo único sacrifício de seu corpo3 e, continuamente, intercede por nós junto ao Pai4; como Rei Ele nos governa por sua Palavra e Espírito e nos protege e guarda na salvação5 que Ele conquistou para nós.

  1. Sl 45:7; Is 61:1; Lc 4:18; At 10:38; Hb 1:9
  2. Dt 18:15; Is 55:4; Mt 11:27; Jo 1:18; Jo 15:15; At 3:22
  3. Sl 110:4; Hb 7:21; Hb 9:12,14,28; Hb 10:12,14
  4. Rm 8:34; Hb 7:25; Hb 9:24; 1Jo 2:1
  5. Sl 2:6; Zc 9:9; Mt 21:5; Mt 28:18; Lc 1:33; Jo 10:28; Ap 12:10,11

Por que você e chamado cristão1?

Porque pela fé sou membro de Cristo e, por isso, também sou ungido2 para ser profeta, sacerdote e rei. Como profeta confesso o nome dEle3; Como sacerdote ofereço minha vida a Ele como sacrifício vivo de gratidão4; e como rei combato5, nesta vida, o pecado e o diabo, de livre consciência, e depois, na vida eterna, vou reinar com Ele sobre todas as criaturas6.

  1. At 11:26
  2. Is 59:21; Jl 2:28; At 2:17; 1Co 6:15; 1Jo 2:27
  3. Mt 10:32,33; Rm 10:10
  4. Êx 19:6; Rm 12:1; 1Pe 2:5; Ap 1:6; Ap 5:8,10
  5. Rm 6:12,13; Gl 5:16,17; Ef 6:11; 1Tm 1:18,19; 1Pe 2:9,11
  6. 2Tm 2:12; Ap 22:5

Domingo 13

Por que Cristo é chamado “o único Filho de Deus”, se nós também somos filhos de Deus?

Porque só Cristo é, por natureza, o Filho eterno de Deus1. Nós, porém, somos filhos adotivos de Deus2, pela graça, por causa de Cristo.

  1. Jó 1:14,18; Jo 3:16; Rm 8:32; Hb 1:1,2; 1Jo 4:9
  2. Jo 1:12; Rm 8:15–17; Gl 4:6; Ef 1:5,6

Por que você chama Cristo “nosso Senhor”?

Porque Ele nos comprou e resgatou, corpo e alma, dos nossos pecados e de todo o domínio do diabo, não com ouro ou prata, mas com seu precioso sangue. Assim pertencemos a Ele1.

  1. Jo 20:28; 1Co 6:20; 1Co 7:23; Ef 1:7; 1Tm 2:6; 1Pe 1:18,19; 1Pe 2:9

Domingo 14

O que você entende, quando diz que Cristo “foi concebido pelo Espírito Santo e nasceu da virgem Maria”?

Entendo que o eterno Filho de Deus, que é e permanece verdadeiro e eterno Deus1, tornou-se verdadeiro homem2, da carne e do sangue da virgem Maria3, por obra do Espírito Santo. Assim Ele é, de fato, o descendente de Davi4 igual a seus irmãos em tudo, mas sem pecado5.

  1. Mt 1:23; Mt 3:17; Mt 16:16; Mt 17:5; Mc 1:11; Jo 1:1Jo 17:3,5; Jo 20:28; Rm 1:3,4; Rm 9:5; Fp 2:6; Cl 1:15,16; Tt 2:13; Hb 1:3; 1Jo 5:20
  2. Mt 1:18,20; Lc 1:35
  3. Lc 1:31,42,43; Jo 1:14; Gl 4:4
  4. 2Sm 7:12; Sl 132:11; Mt 1:1; Lc 1:32; At 2:30,31; Rm 1:3
  5. Fp 2:7; Hb 2:14,17; Hb 4:15; Hb 7:26,27

Que importância tem para você Cristo ter sido concebido e nascido sem pecado?

Que Ele é nosso Mediador1 e com sua inocência e perfeita santidade, cobre diante de Deus meu pecado2 no qual fui concebido e nascido.

  1. Hb 2:16–18; Hb 7:26,27
  2. Sl 32:1; Is 53:11; Rm 8:3,4; 1Co 1:30,31; Gl 4:4,5; 1Pe 1:18,19; 1Pe 3:18

Domingo 15

que você quer dizer com a palavra “padeceu”?

Que Cristo, em corpo e alma, durante toda a sua vida na terra, mas principalmente no final, suportou a ira de Deus contra os pecados de todo o gênero humano1. Por este sofrimento, como o único sacrifício propiciatório2, Ele salvou, da condenação eterna de Deus, nosso corpo e alma3 e conquistou para nós a graça de Deus, a justiça e a vida eterna4.

  1. Is 53:4,12; 1Tm 2:6; 1Pe 2:24; 1Pe 3:18
  2. Is 53:10; Rm 3:25; 1Co 5:7; Ef 5:2; Hb 9:28; Hb 10:14; 1Jo 2:2; 1Jo 4:10
  3. Gl 3:13; Cl 1:13; Hb 9:12; 1Pe 1:18,19
  4. Jo 3:16; Jo 6:51; 2Co 5:21; Hb 9:15; Hb 10:19

Por que Ele padeceu “sob Pôncio Pilatos”?

Cristo, embora julgado inocente, foi condenado pelo juiz oficial1, para que nos libertasse do severo juízo de Deus que devia cair sobre nós2.

  1. Mt 27:24; Lc 23:13–15; Jo 18:38; Jo 19:4; Jo 19:11
  2. Is 53:4,5; 2Co 5:21; Gl 3:13

Cristo “foi crucificado.” Isto tem mais sentido do que morrer de outra maneira?

Tem sim, porque pela crucificação tenho certeza de que Ele tomou sobre si1 a maldição que pesava sobre mim. Pois a morte da cruz era maldita por Deus2.

  1. Gl 3:13.
  2. Dt 21:23

Domingo 16

Por que Cristo devia sofrer a morte?

Porque a justiça e a verdade de Deus1 exigiam a morte do Filho de Deus; não houve outro meio de pagar nossos pecados2.

  1. Gn 2:17
  2. Rm 8:3,4; Fp 2:8; Hb 2:9,14,15

Por que Ele foi “sepultado”?

Para dar testemunho de que estava realmente morto1.

  1. Mt 27:59,60; Lc 23:53; Jo 19:40–42; At 13:29; 1Co 15:3,4.

Se Cristo morreu por nós, por que devemos nós morrer também?

Nossa morte não é para pagar nossos pecados1, mas somente significa que morremos para o pecado e que passamos para a vida eterna2.

  1. Mc 8:37
  2. Jo 5:24; Rm 7:24,25; Fp 1:23

Que importância tem, para nós, o sacrifício e a morte de Cristo na cruz?

Pelo poder de Cristo, nosso velho homem é crucificado, morto e sepultado com Ele1, para que os maus desejos da carne não mais nos dominem2, mas que nos ofereçamos a Ele, como sacrifício de gratidão3.

  1. Rm 6:6
  2. Rm 6:8,11,12
  3. Rm 12:1

Por que se acrescenta: “desceu ao inferno”?

Porque meu Senhor Jesus Cristo sofreu, principalmente na cruz inexprimíveis angústias, dores e terrores1. Por isso, até nas minhas mais duras tentações, tenho a certeza de que Ele me libertou da angústia e do tormento do inferno2.

  1. Mt 26:38; Mt 27:46; Hb 5:7
  2. Is 53:5

Domingo 17

Que importância tem, para nós, a ressurreição de Cristo?

Primeiro: pela ressurreição, Ele venceu a morte, para que nós pudéssemos participar da justiça, que Ele conquistou por sua morte1. Segundo: nos também, por seu poder, somos ressuscitados para a nova vida2. Terceiro: a ressurreição de Cristo é uma garantia de nossa ressurreição em glória3.

  1. Rm 4:25; 1Co 15:16–18; 1Pe 1:3
  2. Rm 6:4; Cl 3:1–3; Ef 2:4–6
  3. Rm 8:11; 1Co 15:20–22

Domingo 18

O que você quer dizer com as palavras: “subiu ao céu”?

Que Cristo, à vista de seus discípulos, foi elevado da terra ao céu1 e lá esta para nosso bem2, até que volte para julgar os vivos e os mortos3.

  1. Mt 16:19; Lc 24:51; At 1:9
  2. Rm 8:34; Ef 4:10; Cl 3:1; Hb 4:14; Hb 7:24,25; Hb 9:24
  3. Mt 24:30; At 1:11

Cristo, então, não está conosco até o fim do mundo, como nos prometeu1?

Cristo é verdadeiro homem e verdadeiro Deus. Segundo sua natureza humana não está agora na terra2, mas segundo sua divindade, majestade, graça e Espirito jamais se afasta de nós3.

  1. Mt 28:20
  2. Mt 26:11; Jo 16:28; Jo 17:11; At 3:21; Hb 8:4
  3. Mt 28:20; Jo 14:16–18; Jo 16:13; Ef 4:8

Mas se a natureza humana não está em todo lugar onde a natureza divina está, as duas naturezas de Cristo não são separadas uma da outra?

De maneira nenhuma; a natureza divina de Cristo não pode ser limitada e está presente em todo lugaPor isso, podemos concluir que a natureza divina dEle está na sua natureza humana e permanece pessoalmente unida a ela, embora também esteja fora dela2.

  1. Is 66:1; Jr 23:23,24; At 7:49; At 17:27,28
  2. Mt 28:6; Jo 3:13; Jo 11:15; Cl 2:8

Que importância tem, para nós, a ascensão de Cristo?

Primeiro: Ele é, no céu, nosso Advogado junto a seu Pai1. Segundo: em Cristo temos nossa carne no céu, como garantia segura de que Ele, como nosso Cabeça, também nos levará para si, como seus membros2. Terceiro: Ele nos envia seu Espírito, como garantia3, pelo poder do Espírito buscamos as coisas que são do alto, onde Cristo está sentado a direita de Deus, e não as coisas que são da terra4.

  1. Rm 8:34; 1Jo 2:1
  2. Jo 14:2,3; Jo 17:24; Ef 2:6
  3. Jo 14:16; Jo 16:7; At 2:33; 2Co 1:22; 2Co 5:5
  4. Fp 3:20; Cl 3:1

Domingo 19

Por que se acrescenta: “e está sentado à direita de Deus”?

Porque Cristo subiu ao céu para mani festar-se, lá mesmo, como o Cabeça de sua igreja cristã1 e para governar tudo em nome de seu Pai2.

  1. Ef 1:20–23; Cl 1:18
  2. Mt 28:18; Jo 5:22

Que importância tem, para nós, essa glória de Cristo, nosso Cabeça?

Primeiro: por seu Espírito Santo, Ele derrama sobre nós, seus membros, os dons celestiais1. Segundo: Ele nos defende e protege, por seu poder, contra todos os inimigos2.

  1. At 2:33; Ef 4:8,10–12
  2. Sl 2:9; Sl 110:1,2; Jo 10:28; Ef 4:8; Ap 12:5

Que consolo traz a você a volta de Cristo “para julgar os vivos e os mortos”?

Que, em toda miséria e perseguição, espero, de cabeça erguida, o Juiz que vem do céu, a saber: o Cristo que antes se apresentou em meu lugar ao tribunal de Deus e tirou de mim toda a maldição1.

Ele lançará, na condenação eterna, todos os seus e meus inimigos2, mas Ele me levará para si mesmo, com todos os eleitos na alegria e glória celestiais3.

  1. Lc 21:28; Rm 8:23,24; Fp 3:20; 1Ts 4:16; Tt 2:13
  2. Mt 25:41–43; 2Ts 1:6,8,9
  3. Mt 25:34–36; 2Ts 1:7,10

Deus Espírito Santo e nossa santificação

Domingo 20

O que você crê sobre o Espírito Santo?

Primeiro: creio que Ele é verdadeiro e eterno Deus com o Pai e o Filho1. Segundo: que Ele foi dado também a mim2. Por uma verdadeira fé, Ele me torna participante de Cristo e de todos os seus benefícios3. Ele me fortalece4 e fica comigo para sempre5.

  1. Gn 1:2; At 5:3,4; 1Co 2:10; 1Co 3:16; 1Co 6:19
  2. Mt 28:19; 2Co 1:21,22 Gl 3:14; Gl 4:6; Ef 1:13
  3. Jo 16:14; 1Co 2:12; 1Pe 1:2
  4. Jo 15:26; At 9:31
  5. Jo 14:16,17; 1Pe 4:14

Domingo 21

O que você crê sobre “a santa igreja universal de Cristo”?

Creio que o Filho de Deus1 reúne, protege e conserva2, dentre todo o gênero humano3, sua comunidade4 eleita para a vida eterna5. Isto Ele fez por seu Espírito e sua Palavra6, na unidade da verdadeira fe7, desde o princípio do mundo até o fim8. Creio que sou membro vivo9 dessa igreja, agora e para sempre10).

  1. Jo 10:11; Ef 4:11–13; Ef 5:25,26
  2. Sl 129:4,5; Mt 16:18; Jo 10:16,28
  3. Gn 26:4; Is 49:6; Rm 10:12,13; Ap 5:9
  4. Sl 111:1; At 20:28; Hb 12:22,23
  5. Rm 8:29,30; Ef 1:10–14; 1Pe 2:9
  6. Is 59:21; Rm 1:16; Rm 10:14–17; Ef 5:26
  7. Jo 17:21; At 2:42; Ef 4:3–6; 1Tm 3:15
  8. Is 59:21; 1Cor 11:26
  9. Rm 8:10; 1Jo 3:14,19–21
  10. Sl 23:6; Jo 10:28; Rm 8:35–39; 1Co 1:8,9; 1Pe 1:5; 1Jo 2:19

Como você entende as palavras: “a comunhão dos santos”?

Primeiro: entendo que todos os crentes, juntos e cada um por si, têm, como membros, comunhão com Cristo, o Senhor, e todos os seus ricos dons1. Segundo: que todos devem sentir-se obrigados a usar seus dons com vontade e alegria para o bem dos outros membros2.

  1. Rm 8:32; 1Co 6:17; 1Co 12:12,13; 1Jo 1:3
  2. 1Co 12:21; 1Co 13:1–7; Fp 2:2–5

O que você crê sobre “a remissão dos pecados”?

Creio que Deus, por causa da satisfação em Cristo, jamais quer lembrar-se de meus pecados1 e de minha natureza pecaminosa2, que devo combater durante toda a minha vida. Mas Ele me dá a justiça de Cristo3, pela graça, e assim nunca mais serei condenado por Deus4.

  1. Sl 103:3,10,12; Jr 31:34; Mq 7:19; 2Co 5:19
  2. Rm 7:23–25
  3. 2Co 5:21; 1Jo 1:7; 1Jo 2:1,2
  4. Jo 3:18; Jo 5:24

Domingo 22

Que consolo traz a você “a ressurreição da carne”?

Meu consolo é que depois desta vida minha alma será imediatamente elevada para Cristo, seu Cabeça1. E que também esta minha carne, ressuscitada pelo poder de Cristo, será unida novamente à minha alma e se tornará semelhante ao corpo glorioso de Cristo2.

  1. Lc 16:22; Lc 20:37,38; Lc 23:43; Fp 1:21,23; Ap 14:13
  2. Jó 19:25–27; 1Co 15:53,54; Fp 3:21; 1Jo 3:2

Que consolo traz a você o artigo sobre a vida eterna ?

Meu consolo é que, como já percebo no meu coração o início da alegria eterna1, depois desta vida terei a salvação perfeita. Esta salvação nenhum olho jamais viu, nenhum ouvido ouviu e jamais surgiu no coração de alguém. Então louvarei a Deus eternamente2.

  1. Jo 17 3; 2Co 5:2,3
  2. Jo 17:24; 1Co 2:9

A justificação

Domingo 23

Mas que proveito tem sua fé no Evangelho?

O proveito é que sou justo perante Deus, em Cristo, e herdeiro da vida eterna1.

  1. Hc 2:4; Jo 3:36; Rm 1:17

Como você é justo perante Deus?

Somente por verdadeira fé em Jesus Cristo1. Mesmo que minha consciência me acuse de ter pecado gravemente contra todos os mandamentos de Deus, e de não ter guardado nenhum deles, e de ser ainda inclinado a todo mal2, todavia Deus me dá, sem nenhum mérito meu, por pura graça3, a perfeita satisfação, a justiça e a santidade de Cristo4. Deus me trata5 como se eu nunca tivesse cometido pecado algum ou jamais tivesse sido pecador; e, como se pessoalmente eu tivesse cumprido toda a obediência que Cristo cumpriu por mim6. Este benefício é meu somente se eu o aceitar por fé, de todo o coração7.

  1. Rm 3:21–26; Rm 5:1,2; Gl 2:16; Ef 2:8,9; Fp 3:9
  2. Rm 3:9; Rm 7:23
  3. Dt 9:6; Ez 36:22; Rm 3:24; Rm 7:23–25; Ef 2:8; Tt 3:5
  4. 1Jo 2:1,2
  5. Rm 4:4–8; 2Co 5:19
  6. 2Co 5:21
  7. Jo 3:18; Rm 3:22

Por que você diz que é justo somente pela fé?

Eu o digo não porque sou agradável a Deus graças ao valor da minha fé, mas porque somente a satisfação por Cristo e a justiça e santidade dEle me justificam perante Deus1. Somente pela fé posso aceitar e possuir esta justificação2.

  1. 1Co 1:30; 1Co 2:2
  2. 1Jo 5:10

Domingo 24

Mas por que nossas boas obras não nos podem justificar perante Deus, pelo menos em parte?

Porque a justiça que pode subsistir perante o juízo de Deus deve ser absolutamente perfeita e completamente conforme a lei de Deus1. Entretanto, nesta vida, todas as nossas obras, até as melhores, são imperfeitas e manchadas por pecados2.

  1. Dt 27:26; Gl 3:10
  2. Is 64:6.

Nossas boas obras, então, não têm mérito? Deus não promete recompensá-las, nesta vida e na futura?

Essa recompensa não nos é dada por mérito, mas por graça1.

  1. Lc 17:10

Mas essa doutrina não faz com que os homens se tornem descuidosos e ímpios?

Não, pois é impossível que aqueles que estão implantados em Cristo, por verdadeira fé, deixem de produzir frutos de gratidão1.

  1. Mt 7:18; Jo 15:5

A Palavra e os sacramentos

Domingo 25

Visto que somente a fé nos faz participar de Cristo e de todos os seus benefícios, de onde vem esta fé?

Vem do Espírito Santo1 que a produz em nossos corações pela pregação do Evangelho2, e a fortalece pelo uso dos sacramentos3.

  1. Jo 3:5; 1Co 2:12; 1Co 12:3; Ef 1:17, 18; Ef 2:8; Fp 1:29
  2. At 16:14; Rm 10:17; 1Pe 1:23
  3. Mt 28:19

Que são sacramentos?

São visíveis e santos sinais e selos. Deus os instituiu para nos fazer compreender melhor e para garantir a promessa do Evangelho, pelo uso deles. Essa promessa é que Deus nos dá, de graça, o perdão dos pecados e a vida eterna, por causa do único sacrifício de Cristo na cruz1.

  1. Gn 17:11; Lv 6:25; Dt 30:6; Is 6:6,7; Is 54:9; Ez 20:12; Rm 4:11; Hb 9:7,9; Hb 9:24

Então, tanto a Palavra como os sacramentos têm a finalidade de apontar nossa fé para o sacrifício de Jesus Cristo na cruz, como o único fundamento de nossa salvação1?

Sim, pois o Espírito Santo ensina no Evangelho e confirma pelos sacramentos que toda a nossa salvação está baseada no único sacrifício de Cristo na cruz.

  1. Rm 6:3; Gl 3:27

Quantos sacramentos Cristo instituiu na nova aliança?

Dois: o santo batismo e a santa ceia.


O Santo Batismo

Domingo 26

Como o batismo ensina e garante a você que o único sacrifício de Cristo na cruz é para seu bem?

Cristo instituiu essa lavagem com água1 e acrescentou a promessa de lavar, com seu sangue e Espírito, a impureza da minha alma (isto é, todos os meus pecados)2 tão certo como por fora fico limpo com a água que tira a sujeira do corpo.

  1. Mt 28:19
  2. Mt 3:11; Mc 1:4; Mc 16:16; Lc 3:3; Jo 1:33; At 2:38; Rm 6:3,4; 1Pe 3:21

O que significa ser lavado com o sangue e o Espírito de Cristo?

Significa receber perdão dos pecados, pela graça de Deus, por causa do sangue de Cristo, que Ele derramou por nós, em seu sacrifício na cruz1. Significa também ser renovado pelo Espírito Santo e santificado para ser membro de Cristo. Assim morremos mais e mais para o pecado e levamos uma vida santa e irrepreensível2.

  1. Ez 36:25; Zc 13:1; Hb 12:24; 1Pe 1:2; Ap 1:5; Ap 7:14
  2. Ez 36:26,27; Jo 1:33; Jo 3:5; Rm 6:4; 1Co 6:11; 1Co 12:13; Cl 2:11,12

Onde Cristo prometeu lavar-nos com seu sangue e seu Espírito, tão certo como somos lavados com a água do batismo?

Na instituição do batismo, onde Ele diz: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” (Mateus 28:19). “Quem crer e for batizado será salvo; quem, porem, não crer será condenado” (Marcos 16:16). Esta promessa se repete também onde a Escritura chama o batismo de “lavagem da regeneração” (Tito 3:5) e de “purificação dos pecados” (Atos 22:16).

Domingo 27

Então, a própria água do batismo é a purificação dos pecados?

Não1, pois somente o sangue de Jesus Cristo e o Espírito Santo nos purificam de todos os pecados2.

  1. Mt 3:11; Ef 5:26; 1Pe 3:21
  2. 1Co 6:11; 1Jo 1:7

Por que, então, o Espírito Santo chama o batismo “lavagem da regeneração” e “purificação dos pecados”?

É por motivo muito sério que Deus fala assim. Ele nos quer ensinar que nossos pecados são tirados pelo sangue e Espírito de Cristo assim como a sujeira do corpo é tirada por água1. E, ainda mais, Ele nos quer assegurar por este divino sinal e garantia que somos lavados espiritualmente dos nossos pecados tão realmente como nosso corpo fica limpo com água2.

  1. 1Co 6:11; Ap 1:5; Ap 7:14.
  2. Mt 16:16; Gl 3:27

As crianças pequenas devem ser batizadas?

Devem, sim, porque tanto as crianças como os adultos pertencem à aliança de Deus e à sua igreja1. Também a elas como aos adultos são prometidos, no sangue de Cristo, a salvação do pecado e o Espírito Santo que produz a fé2.

Por isso, as crianças, pelo batismo como sinal da aliança, devem ser incorporadas à igreja cristã e distinguidas dos filhos dos incrédulos3. Na época do Antigo Testamento se fazia isto pela circuncisão4. No Novo Testamento foi instituído o batismo, no lugar da circuncisão5.

  1. Gn 17:7
  2. Sl 22:10; Is 44:1–3; Mt 19:14; At 2:39
  3. At 10:47
  4. Gn 17:14
  5. Cl 2:11,12

A Santa Ceia

Domingo 28

Como a santa ceia ensina e garante que você tem parte no único sacrifício de Cristo na cruz e em todos os seus benefícios?

Da seguinte maneira: Cristo me mandou, assim como a todos os fiéis, comer do pão partido e beber do cálice, em sua memória. E Ele acrescentou esta promessa: Primeiro, que, por mim, seu corpo foi sacrificado na cruz e que, por mim, seu sangue foi derramado, tão certo como vejo com meus olhos que o pão do Senhor é partido para mim e o cálice me é dado. Segundo, que Ele mesmo alimenta e sacia minha alma para a vida eterna com seu corpo crucificado e seu sangue derramado, tão certo como recebo da mão do ministro e tomo com minha boca o pão e o cálice do SenhoEles são sinais seguros do corpo e do sangue de Cristo1.

  1. Mt 26:26–28; Mc 14:22–24; Lc 22:19,20; 1Co 10:16,17; 1Co 11:23–25

O que significa comer o corpo cruci ficado de Cristo e beber seu sangue derramado?

Significa aceitar com verdadeira fé todo o sofrimento e morte de Cristo e assim receber o perdão dos pecados e a vida eterna1. Significa também ser unido cada vez mais ao santo corpo de Cristo2, pelo Espírito Santo que habita tanto nEle como em nós. Assim somos carne de sua carne e osso de seus ossos3 mesmo que Cristo esteja no céu4 e nós na terra; e vivemos eternamente e somos governados por um só Espírito, como os membros do nosso corpo o são por uma só alma5.

  1. Jo 6:35,40,47–54
  2. Jo 6:55,56
  3. Jo 14:23; 1Co 6:15,17,19; Ef 3:16,17; Ef 5:29,30; 1Jo 3:24; 1Jo 4:13
  4. At 1:9,11; At 3:21; 1Co 11:26; Cl 3:1
  5. Jo 6:57; Jo 15:1–6; Ef 4:15,16

Onde Cristo prometeu alimentar e saciar os fieis com seu corpo e seu sangue, tão certo como eles comem do pão partido e bebem do cálice?

Nas palavras da instituição da ceia, que são:1 “O Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão; e, tendo dado graças, o partiu e disse: Isto é o meu corpo que é dado por vós; fazei isto em memória de mim. Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim. Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha” (1Coríntios 11:23–26). O apóstolo Paulo já se tinha referido a esta promessa, dizendo: “Porventura o cálice da bênção que abençoamos, não é a comunhão do sangue de Cristo? O pão que partimos, não é a comunhão do corpo de Cristo? Porque nós, embora muitos, somos unicamente um pão, um só corpo; porque todos participamos do único pão” (1Coríntios 10:16,17).

  1. Mt 26:26–28; Mc 14:22–24; Lc 22–19,20

Domingo 29

Pão e vinho, então, se transformam no próprio corpo e sangue de Cristo?

Não1. Neste ponto há igualdade entre o batismo e a ceia. A água do batismo não se transforma no sangue de Cristo, nem tira os pecados. Ela é somente um sinal divino e uma garantia disto2. Igualmente o pão da santa ceia não se transforma no próprio corpo de Cristo3, mesmo que seja chamado “corpo de Cristo”, conforme a natureza e o uso dos sacramentos4.

  1. Mt 26:29
  2. Ef 5:26; Tt 3:5
  3. 1Co 10:16; 1Co 11:26
  4. Gn 17:10,11; Êx 12: 11,13; Êx 12:26,27; Êx 13:9; Êx 24:8; At 22:16; 1Co 10:1–4; 1Pe 3:21

Por que, então, Cristo chama o pão “seu corpo” e o cálice “seu sangue” ou “a nova aliança em seu sangue”, e por que Paulo fala sobre “a comunhão do corpo e do sangue de Cristo”?

É por motivo muito sério que Cristo fala assim. Ele nos quer ensinar que seu corpo crucificado e seu sangue derramado são o verdadeiro alimento e bebida de nossas almas para a vida eterna, assim como pão e vinho mantêm a vida temporária1. E, ainda mais, Ele nos quer assegurar por estes visíveis sinais e garantias,primeiro: que participamos de seu corpo e sangue, pela obra do Espírito Santo, tão realmente como recebemos com nossa própria boca estes santos sinais, em memória dEle2;e segundo: que todo o seu sofrimento e obediência são nossos, tão certo, como se nós mesmos tivéssemos sofrido e pago por nossos pecados.

  1. Jo 6:51,53–55.
  2. 1Co 10:16

Domingo 30

Que diferença há entre a ceia do Senhor e a missa do papa?

A ceia do Senhor nos testemunha que temos completo perdão de todos os nossos pecados, pelo único sacrifício de Jesus Cristo, que Ele mesmo, uma única vez, realizou na cruz1; e também que, pelo Espírito Santo, somos incorporados a Cristo, que agora, com seu verdadeiro corpo, não está na terra mas no céu, à direita do Pai3 e lá quer ser adorado por nós4. A missa, porem, ensina que Cristo deve ser sacrificado todo dia, pelos sacerdotes na missa, em favor dos vivos e dos mortos, e que estes, sem a missa, não tem perdão dos pecados pelo sofrimento de Cristo; e também, que Cristo está corporalmente presente sob a forma de pão e vinho e, por isso, neles deve ser adorado. A missa, então, no fundo, não é outra coisa senão a negação do único sacrifício e sofrimento de Cristo e uma idolatria abominável5.

  1. Mt 26:28; Lc 22:19,20; Jo 19:30; Hb 7:26,27; Hb 9:12; Hb 9:25–28; Hb 10:10,12,14
  2. 1Co 6:17; 1Co 10:16,17
  3. Jo 20:17; Cl 3:1; Hb 1:3; Hb 8:1,2
  4. At 7:55,56; Fp 3:20; Cl 3:1; 1Ts 1:10
  5. Hb 9:26; Hb 10:12,14

Quem deve vir a santa ceia?

Aqueles que se aborrecem de si mesmos por causa dos seus pecados, mas confiam que estes lhes foram perdoados por amor de Cristo e que, também, as demais fraquezas são cobertas por seu sofrimento e sua morte; e que desejam, cada vez mais, fortalecer a fé e corrigir-se na vida. Mas os pecadores impenitentes e os hipócritas comem e bebem para sua própria condenação1.

  1. 1Co 10:19–22; 1Co 11:28,29

Podem vir a essa ceia também aqueles que, por sua confissão e vida, se mostram incrédulos e ímpios?

Não, porque assim é profanada a aliança de Deus e é provocada sua ira sobre toda a congregação1. Por isso, a igreja cristã tem a obrigação, conforme o mandamento de Cristo e de seus apóstolos, de excluir tais pessoas, pelas chaves do reino dos céus, até que demonstrem arrependimento.

  1. Sl 50:16; Is 1:11–15; Is 66:3; Jr 7:21–23; 1Co 11:20,34

Domingo 31

Que são as chaves do reino dos céus?

A pregação do santo Evangelho e a disciplina cristã. É por estes dois meios que o reino dos céus se abre para aqueles que crêem e se fecha para aqueles que não crêem1.

  1. Mt 16:18,19; Mt 18:15–18

Como se abre e se fecha o reino dos céus pela pregação do santo Evangelho?

Conforme o mandamento de Cristo, se proclama e testifica aos crentes, a todos juntos e a cada um deles, que todos os seus pecados realmente lhes são perdoados por Deus, pelo mérito de Cristo, sempre que aceitam a promessa do Evangelho com verdadeira fé. Mas a todos os incrédulos e hipócritas se proclama e testifica que a ira de Deus e a condenação permanecem sobre eles, enquanto não se converterem1. Segundo este testemunho do Evangelho Deus julgará todos, nesta vida e na futura.

  1. Mt 16:19; Jo 20:21–23

Como se fecha e se abre o reino dos céus pela disciplina cristã?

Conforme o mandamento de Cristo, aqueles que, com o nome de cristãos, se comportam na doutrina ou na vida como não-cristãos, são fraternalmente advertidos, repetidas vezes. Se não querem abandonar seus erros ou maldades, são denunciados à igreja e aos que, pela igreja, foram ordenados para este fim. Se não dão atenção nem a admoestação destes, não são mais admitidos aos sacramentos e, assim, excluídos da congregação de Cristo, e, pelo próprio Deus, do reino de Cristo. Eles voltam a ser recebidos como membros de Cristo e da sua igreja, quando realmente prometem e demonstram verdadeiro arrependimento1.

  1. Mt 18:15–18; 1Co 5:3–5,11; 2Co 2:6–8; 2Ts 3:14,15; 1Tm 5:20; 2 Jo :10,11

Parte 3: Nossa gratidão

Domingo 32

Visto que fomos libertados de nossa miséria, por Cristo, sem mérito algum de nossa parte, somente pela graça, por que ainda devemos fazer boas obras?

Primeiro: porque Cristo não somente nos comprou e libertou com seu sangue, mas também nos renova, à sua imagem, por seu Espírito Santo, para que mostremos, com toda a nossa vida, que somos gratos a Deus por seus benefícios1, e para que Ele seja louvado por nós2. Segundo: para que, pelos frutos da fé, tenhamos a certeza de que nossa fé é verdadeira3 e para que ganhemos nosso próximo para Cristo, pela vida cristã que levamos4.

  1. Rm 6:13; Rm 12:1,2; 1Co 6:20; 1Pe 2:5,9
  2. Mt 5:16; 1Pe 2:12
  3. Mt 7:17,18; Gl 5:6,22; 2Pe 1:10
  4. Mt 5:16; Rm 14:18,19; 1Pe 3:1,2

Não podem ser salvos, então, aqueles que continuam vivendo sem Deus e sem gratidão e não se convertem a Ele?

De maneira alguma, porque a Escritura diz que nenhum impuro, idólatra, adúltero, ladrão, avarento, bêbado, maldizente, assaltante ou semelhante herdará o reino de Deus1.

  1. 1Co 6:9,10; Ef 5:5,6; 1Jo 3:14,15

Domingo 33

Quantas partes há na verdadeira conversão do homem?

Duas: a morte do velho homem e o nascimento do novo homem1.

  1. Rm 6:4–6; 1Co 5:7; 2Co 7:10; Ef 4:22–24; Cl 3:5–10

O que é a morte do velho homem?

É a profunda tristeza por causa dos pecados e a vontade de odiá-los e evitá-los, cada vez mais1.

  1. Jl 2:13; Rm 8:13

O que é o nascimento do novo homem?

É a alegria sincera em Deus, por Cristo1, e o forte desejo de viver conforme a vontade de Deus em todas as boas obras2.

  1. Is 57:15; Rm 5:1,2; Rm 14:17
  2. Rm 6:10,11; Gl 2:19,20

Que são boas obras?

São somente aquelas que são feitas com verdadeira fé1 conforme a lei de Deus2 e para sua glória3; não são aquelas que se baseiam em nossa própria opinião ou em tradições humanas4.

  1. Rm 14:23
  2. Lv 18:4; 1Sm 15:22; Ef 2:10
  3. 1Co 10:31
  4. Is 29:13,14; Ez 20:18,19; Mt 15:7–9

Os Dez Mandamentos

Domingo 34

Que diz a lei do Senhor?

Deus falou todas estas palavras (Êxodo 20:1–17; Deuteronômio 5:6–21: “Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão.”

Primeiro mandamento: “Não terás outros deuses diante de mim.”

Segundo mandamento: “Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu sou o Senhor teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem, e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos.”

Terceiro mandamento: “Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão, porque o Senhor não terá por inocente o que tomar seu nome em vão.”

Quarto mandamento: “Lembra-te do dia de descanso, para o santificaSeis dias trabalharás, e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro; porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou: por isso o Senhor abençoou o dia de sábado, e o santificou.”

Quinto mandamento: “Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá.”

Sexto mandamento: “Não matarás.”

Sétimo mandamento: “Não adulterarás.”

Oitavo mandamento: “Não furtarás.”

Nono mandamento: “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.”

Décimo mandamento: “Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao teu próximo.”

Como se dividem estes Dez Mandamentos?

Em duas partes1. A primeira nos ensina, em quatro mandamentos, como devemos viver diante de Deus; a segunda nos ensina, em seis mandamentos, as nossas obrigações para com nosso próximo2.

  1. Êx 31:18; Dt 4:13; Dt 10:3,4
  2. Mt 22:37–40

O que Deus ordena no primeiro mandamento?

Primeiro: para não perder minha salvação, devo evitar e fugir de toda idolatria1, feitiçaria, adivinhação e superstição2. Também não posso invocar os santos ou outras criaturas3. Segundo: devo reconhecer devidamente o único e verdadeiro Deus4, confiar somente nEle5, me submeter somente a Ele6 com toda humildade7 e paciência. Devo amar8, temer9 e honrar10 a Deus de todo o coração, e esperar todo o bem somente dEle11. Em resumo, devo renunciar a todas as criaturas e não fazer a menor coisa contra a vontade de Deus12.

  1. 1Co 6:10; 1Co 10:7,14; 1Jo 5:21
  2. Lv 19:31; Dt 18:9–12
  3. Mt 4:10; Ap 19:10; Ap 22:8,9
  4. Jo 17:3
  5. Jr 17:5,7
  6. Rm 5:3–5; 1Co 10:10; Fp 2:14; Cl 1:11; Hb 10:36
  7. 1Pe 5:5
  8. Dt 6:5; Mt 22:37,38
  9. Dt 6:2; Sl 111:10; Pv 1:7; Pv 9:10; Mt 10:28
  10. Dt 10:20; Mt 4:10
  11. Sl 104:27–30; Is 45:7; Tg 1:17
  12. Mt 5:29,30; Mt 10:37–39; At 5:29

Que é idolatria?

Idolatria é inventar ou ter alguma coisa em que se deposite confiança, em lugar ou ao lado do único e verdadeiro Deus, que se revelou em sua Palavra1.

  1. 1Cr 16:26; Is 44:16,17; Jo 5:23; Gl 4:8; Ef 2:12; Ef 5:5; Fp 3:19; 1Jo 2:23; 2 Jo :9

Domingo 35

O que Deus exige no segundo mandamento?

Não podemos, de maneira alguma, representar Deus por imagem ou figura1. Devemos adorá-Lo somente da maneira que Ele ordenou em sua palavra2.

  1. Dt 4:15,16; Is 40:18,19,25; At 17:29; Rm 1:23–25
  2. Dt 12:30–32; 1Sm 15:23; Mt 15:9

Não se pode fazer imagem alguma?

Não se pode nem deve fazer nenhuma imagem de Deus. As criaturas podem ser representadas, mas Deus nos proíbe fazer ou ter imagens delas para adorá-las ou para servir a Deus por meio delas1.

  1. Êx 34:13,14,17; Dt 12:3,4; Dt 16:22; 2Rs 18:4 Is 40:25

Mas não podem ser toleradas as imagens nas igrejas como “livros para ignorantes”?

Não, porque não devemos ser mais sábios do que Deus. Ele não quer ensinar a seu povo por meio de ídolos mudos1, mas pela pregação viva de sua Palavra2.

  1. Jr 10:5,8; Hc 2:18,19
  2. Rm 10:14–17; 2Tm 3:16,17; 2Pe 1:19

Domingo 36

O que Deus exige no terceiro mandamento?

Não devemos blasfemar ou profanar o santo nome de Deus por maldições1 ou juramentos falsos2 nem por juramentos desnecessários3. Também não devemos tomar parte em pecados tão horríveis, ficando calados quando os ouvimos4. Em resumo, devemos usar o santo nome de Deus somente com temor e reverencia5 a fim de que Ele, por nós, seja devidamente confessado6, invocado7 e glorificado por todas as nossas palavras e obras8.

  1. Lv 24:15,16
  2. Lv 19:12
  3. Mt 5:37; Tg 5:12
  4. Lv 5:1; Pv 29:24
  5. Is 45:23; Jr 4:2
  6. Mt 10:32; Rm 10:9,10
  7. Sl 50:15; 1Tm 2:8
  8. Rm 2:24; Cl 3:17; 1Tm 6:1

Será que blasfemar o nome de Deus por juramentos e maldições é um pecado tão grande, que Deus se ira também contra aqueles que não se esforçam para impedir e proibir tal coisa?

Claro que sim, pois não há pecado maior ou que mais provoque a ira de Deus do que blasfemar seu nome. Por isso, Ele mandava castigar este pecado com a pena da morte1.

  1. Lv 24:16; Ef 5:11

Domingo 37

Mas não podemos nós, de modo piedoso, fazer juramento em nome de Deus?

Podemos sim, quando as autoridades o exigirem ou quando for preciso, para manter e promover a fidelidade e a verdade, para a glória de Deus e o bem-estar do próximo. Por tal juramento está baseado na Palavra de Deus1 e era praticado, com razão, pelos santos do Antigo e Novo Testamento2.

  1. Dt 6:13; Dt 10:20; Hb 6:16
  2. Gn 21:24; Gn 31:53; 1Sm 24:22,23; 2Sm 3:35; 1Rs 1:29,30; Rm 1:9; Rm 9:1; 2Co 1:23

Podemos jurar também pelos santos ou por outras criaturas?

Não, porque o juramento legítimo é uma invocação a Deus, para que Ele, o único que conhece os corações, testemunhe a verdade e nos castigue, se jurarmos falsamente.1 Tal honra não pertence a criatura alguma2.

  1. Rm 9:1; 2Co 1:23
  2. Mt 5:34–36; Tg 5:12

Domingo 38

O que Deus ordena no quarto mandamento?

Primeiro: o ministério do Evangelho e as escolas cristãs devem ser mantidos1, e eu devo reunir-me fielmente com o povo de Deus, especialmente no dia de descanso2, para conhecer a palavra de Deus3, para participar dos sacramentos4, para invocar publicamente ao Senhor Deus5 e para praticar a caridade cristã para com os necessitados6. Segundo: eu devo, todos os dias da minha vida, desistir das más obras, deixando o Senhor operar em mim, por seu Espírito. Assim começo nesta vida o descanso eterno7.

  1. 1Co 9:13,14; 1Tm 3:15; 2Tm 2:2; 2Tm 3:14,15; Tt 1:5
  2. Lv 23:3; Sl 40:9,10; Sl 122:1; At 2:42,46
  3. 1Co 14:1,3; 1Tm 4:13; Ap 1:3
  4. At 20:7; 1Co 11:33
  5. 1Co 14:16; 1Tm 2:1–4
  6. Dt 15:11; 1Co 16:1,2; 1Tm 5:16
  7. Hb 4:9,10

Domingo 39

O que Deus exige no quinto mandamento?

Devo prestar toda honra, amor e fidelidade a meu pai e a minha mãe e a todos os meus superiores; devo submeter-me à sua boa instrução e disciplina com a devida obediência1, e também ter paciência com seus defeitos2; porque Deus nos quer governar pelas mãos deles3.

  1. Êx 21:17; Pv 1:8; Pv 4:1; Pv 15:20; Pv 20:20; Rm 13:1; Ef 5:22; Ef 6:1,2,5; Cl 3:18,20,22
  2. Pv 23:22; 1Pe 2:18
  3. Mt 22:21; Rm 13:2,4; Ef 6:4; Cl 3:20

Domingo 40

O que Deus exige no sexto mandamento?

Eu não devo desonrar, odiar, ofender ou matar meu proximo1, por mim mesmo ou através de outros. Isto não posso fazer, nem por pensamentos, palavras, ou gestos e muito menos por atos. Mas devo abandonar todo desejo de vingança2, não fazer mal a mim mesmo ou, de propósito, colocar-me em perigo3.

Por isso as autoridades dispõem das armas para impedir homicídios4.

  1. Gn 9:6; Mt 5:21,22; Mt 26:52
  2. Mt 5:25; Mt 18:35; Rm 12:19; Ef 4:26
  3. Mt 4:7; Cl 2:23
  4. Gn 9:6; Êx 21:14; Rm 13:4

Este mandamento trata somente de matar?

Não, proibindo o homicídio, Deus nos ensina que Ele detesta a raiz do homicídio, a saber: a inveja1, o ódio2, a ira3 e o desejo de vingança. Ele considera tudo isto homicídio4.

  1. Sl 37:8; Pv 14:30; Rm 1:29
  2. 1Jo 2:9–11
  3. Tg 1:20; Gl 5:19–21
  4. 1Jo 3:15

Mas é suficiente não matar nosso próximo?

Não, porque Deus, condenando a inveja, o ódio e a ira, manda que amemos nosso próximo como a nós mesmos1 e mostremos paciência, paz, mansidão, misericórdia e gentileza para com ele2. Devemos evitar seu prejuízo, tanto quanto possível3, e fazer bem até aos nossos inimigos4.

  1. Mt 7:12; Mt 22:39; Rm 12:10
  2. Mt 5:5,7; Lc 6:36; Rm 12:18; Gl 6;1–2; Ef 4:1–3; Cl 3:12; 1Pe 3:8
  3. Êx 23:5
  4. Mt 5:44,45; Rm 12:20–21

Domingo 41

O que o sétimo mandamento nos ensina?

Toda impureza sexual é amaldiçoada por Deus1. Por isso, devemos detestá-la profundamente e viver de maneira pura e disciplinada2, sejamos casados ou solteiros3.

  1. Lv 18:27–29
  2. 1Ts 4:3–5
  3. Ml 2:16; Mt 19:9; 1Co 7:10,11; Hb 13:4

Mas Deus, neste mandamento, proíbe somente adultério e outros pecados vergonhosos?

Não, pois como nosso corpo e nossa alma são o templo do Espírito Santo, Deus quer que os conservemos puros e santos1. Por isso, Ele proíbe todos os atos, gestos, palavras2, pensamentos e desejos3 impuros e tudo o que possa atrair o homem para tais pecados4.

  1. 1Co 6:18–20
  2. Dt 22:20–29; Ef 5:3,4
  3. Mt 5:27,28
  4. 1Co 15:33; Ef 5:18

Domingo 42

O que Deus proíbe no oitavo mandamento?

Deus não somente proíbe o furto1 e o roubo2 que as autoridades castigam, mas também classifica como roubo todos os maus propósitos e as práticas maliciosas, através dos quais tentamos nos apropriar dos bens do próximo3, seja por força, seja por aparência de direito, a saber: falsificação de peso, de medida, de mercadoria e de moeda4, seja por juros exorbitantes ou por qualquer outro meio, proibido por Deus5. Também proíbe toda avareza6 bem como todo abuso e desperdício de suas dádivas7.

  1. 1Co 6:10
  2. Lv 19:13
  3. Lc 3:14; 1Co 5:10
  4. Dt 25:13–15; Pv 11:1; Pv 16:11; Ez 45:9–12
  5. Sl 15:5; Lc 6:35
  6. 1Co 6:10
  7. Pv 21:20; Pv 23:20,21

Mas o que Deus ordena neste mandamento?

Devo promover tanto quanto possível, o bem do meu próximo e tratá-lo como quero que outros me tratem1. Além disto, devo fazer fielmente meu trabalho para que possa ajudar ao necessitado2.

  1. Mt 7:12.
  2. Ef 4:28

Domingo 43

O que Deus exige no nono mandamento?

Jamais posso dar falso testemunho contra meu próximo1, nem torcer suas palavras2 ou ser mexeriqueiro ou caluniador3. Também não posso ajudar a condenar alguém levianamente, sem o ter ouvido4. Mas devo evitar toda mentira e engano, obras próprias do diabo5, para Deus não ficar aborrecido comigo6. Em julgamentos e em qualquer outra ocasião, devo amar a verdade, falar a verdade e confessá-la francamente7. Também devo defender e promover, tanto quanto puder, a honra e a boa reputação de meu próximo8.

  1. Pv 19:5,9; Pv 21:28
  2. Sl 50:19,20
  3. Sl 15:3; Rm 1:30
  4. Mt 7:1,2; Lc 6:37
  5. Jo 8:44
  6. Pv 12:22
  7. 1Co 13:6; Ef 4:25
  8. 1Pe 4:8

Domingo 44

O que Deus exige no décimo mandamento?

Jamais pode surgir em nosso coração o menor desejo ou pensamento contra qualquer mandamento de Deus. Pelo contrário, devemos sempre, de todo o coração odiar todos os pecados e amar toda justiça1.

  1. Rm 7:7

Mas aqueles que se converteram a Deus, podem guardar perfeitamente estes mandamentos?

Não, não podem, porque nesta vida até os mais santos deles apenas começam a guardar os mandamentos1. Entretanto, começam, com sério propósito, a viver não somente conforme alguns, mas conforme todos os mandamentos de Deus2.

  1. Ec 7:20; Rm 7:14,15; 1Co 13:9; 1Jo 1:8,10
  2. Sl 1:2; Rm 7:22; 1Jo 2:3

Para que, então, manda Deus pregar os Dez Mandamentos tão rigorosamente, já que ninguém pode guardá-los nesta vida?

Primeiro: para que, durante toda a vida, conheçamos cada vez melhor nossa natureza pecaminosa1 e, por isso, ainda mais desejemos buscar, em Cristo, o perdão dos pecados e a justiça2. Segundo: para que sempre sejamos zelosos e oremos a Deus pela graça do Espírito Santo, a fim de que sejamos cada vez mais renovados segundo a imagem de Deus até que, depois desta vida, alcancemos o objetivo, a saber: a perfeição3.

  1. Sl 32:5; Rm 3:20; 1Jo 1:9
  2. Mt 5:6; Rm 7:24,25
  3. 1Co 9:24; Fp 3:12–14

A oração

Domingo 45

Por que a oração e necessária aos cristãos?

Porque a oração é a parte principal da gratidão, que Deus requer de nós1. Além disto, Deus quer conceder sua graça e seu Espírito Santo somente aos que continuamente Lhe pedem e agradecem, de todo o coração2.

  1. Sl 50:14,15.
  2. Mt 7:7,8; Lc 11:9,10; 1Ts 5:17,18

Como devemos orar, para que a oração seja agradável a Deus e Ele nos ouça?

Primeiro: devemos invocar, de todo o coração1, o único e verdadeiro Deus, que se revelou a nós em sua palavra2, e orar por tudo o que Ele nos ordenou pedir3. Segundo: devemos muito bem conhecer nossa necessidade e miséria4, a fim de nos humilharmos perante sua majestade5. Terceiro: devemos ter a plena certeza6 de que Deus, apesar de nossa indignidade, quer atender à nossa oração7, por causa de Cristo, como Ele prometeu em sua Palavra8.

  1. Sl 145:18–20; Tg 4:3,8
  2. Jo 4:22–24; Ap 19:10
  3. Rm 8:26; Tg 1:5; 1Jo 5:14
  4. 2Cr 20:12; Sl 143:2
  5. Sl 2:11; Sl 51:17; Is 66:2
  6. Rm 8:15,16; Rm 10:14; Tg 1:6–8
  7. Dn 9:17–19; Jo 14:13,14; Jo 15:16; Jo 16:23
  8. Sl 27:8; Sl 143:1; Mt 7:8

O que Deus ordenou pedir a Ele?

Tudo o que é necessário ao nosso corpo e a nossa alma1, como Cristo, o Senhor, o resumiu na oração que Ele mesmo nos ensinou.

  1. Mt 6:33; Tg 1:17

Que diz esta oração?

“Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome;venha o teu reino,faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu;o pão nosso de cada dia dá-nos hoje;e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores;e não nos deixes cair em tentação, mas livra nos do mal; pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém” (Mt 6:9–13; Lc 11:2–4).

Domingo 46

Por que Cristo nos ordenou dizer a Deus “Pai nosso”?

Porque Cristo quer despertar em nós, logo no início como base da oração, respeito e confiança, como uma criança para com Deus. Pois Deus se tornou nosso Pai, por Cristo. E muito menos do que nossos pais nos recusam bens materiais, Ele nos recusará o que Lhe pedirmos com verdadeira fé1.

  1. Mt 7:9–11; Lc 11:11–13

Por que se acrescenta: “que estás nos céus”?

Porque assim Cristo nos ensina a não ter idéia terrena da majestade celestial de Deus1 e a esperar, da onipotência dEle, tudo o que é necessário ao nosso corpo e a nossa alma2.

  1. Jr 23:23,24; At 17:24–27.
  2. Rm 10:12

Domingo 47

Qual e a primeira petição?

“Santificado seja o teu nome.” Quer dizer: Faze primeiro, com que Te conheçamos em verdade1 e Te santifiquemos, honremos e glorifiquemos em todas as tuas obras2, em que brilham tua onipotência, sabedoria, bondade, justiça, misericórdia e verdade. Faze, também, com que dirijamos toda a nossa vida -nossos pensamentos, palavras e obras- de tal maneira que teu nome não seja blasfemado por nossa causa, mas honrado e glorificado3.

  1. Sl 119:105; Jr 9:24; Jr 31:33–34; Mt 16:17; Jo 17:3; Tg 1:5
  2. Êx 34:6–7; Sl 119:137–138; Sl 145:8–9; Jr 31:3; Jr 32:18–19; Mt 19:17; Lc 1:46–55; Lc 1:68–69; Rm 3:3–4; Rm 11:22–23; Rm 11:33
  3. Sl 71:8; Sl 115:1; Mt 5:16

Domingo 48

Qual é a segunda petição?

“Venha o teu reino.” Quer dizer: Governa-nos por tua palavra e por teu Espírito, de tal maneira que, cada vez mais, nos submetamos a Ti1;conserve e aumenta tua igreja2;destrói as obras do diabo, e todo poder que se levanta contra Ti, e todos os maus planos que são inventados contra tua santa Palavra3;até que venha a plenitude de teu reino4, em que Tu serás tudo em todos5.

  1. Sl 119:5; Sl 143:10; Mt 6:33
  2. Sl 51:18; Sl 122:6,7
  3. Rm 16:20; 1Jo 3:8
  4. Rm 8:22,23; Ap 22:17,20
  5. 1Co 15:28

Domingo 49

Qual é a terceira petição ?

“Faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu.” Quer dizer: Faze com que nós e todos os homens renunciemos à nossa própria vontade1 e obedeçamos, sem protestos, à tua vontade2, a única que é boa, para que cada um, assim, cumpra sua tarefa e vocação3, tão pronta e fielmente como os anjos no céu4.

  1. Mt 16:24; Tt 2:11,12
  2. Lc 22:42; Rm 12:2; Ef 5:10
  3. 1Co 7:22–24
  4. Sl 103:20,21

Domingo 50

Qual é a quarta petição?

“O pão nosso de cada dia dá-nos hoje.” Quer dizer: Cuida de nós com tudo o que for necessário ao nosso corpo1, para que reconheçamos que Tu és a única fonte de todo o bem2 e que, sem tua bênção, nem nosso cuidado e trabalho, nem teus dons nos são úteis3. Faze também com que, por isso, não mais depositemos nossa confiança em qualquer criatura, mas somente em Ti4.

  1. Sl 104:27,28; Sl 145:15,16; Mt 6:25,26
  2. At 14:17; At 17:27,28; Tg 1:17
  3. Dt 8:3; Sl 37:3–7,16,17; Sl 127:1,2; 1Co 15:58
  4. Sl 55:22; Sl 62:10; Sl 146:3; Jr 17:5,7

Domingo 51

Qual é a quinta petição?

“E perdoa-nos as nossas dividas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores.” Quer dizer: Por causa do sangue de Cristo, não cobres de nós, miseráveis pecadores que somos, nossas transgressões nem o mal que ainda há em nós1, assim como tua graça em nós fez com que tenhamos o firme propósito de perdoar nosso próximo, de todo o coração2.

  1. Sl 51:1; Sl 143:2; Rm 8:1; 1Jo 2:1.
  2. Mt 6:14,15

Domingo 52

Qual é a sexta petição?

“E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal.” Quer dizer: Somos tão fracos que, por nós mesmos, não podemos subsistir por um só momento1; além disto, nossos inimigos declarados: o diabo2, o mundo3 e nossa própria carne4 nos tentam continuamente. Por isso, Te pedimos: sustenta-nos e fortalece-nos, pelo poder de teu Espírito Santo, a fim de que neste combate espiritual não sejamos derrotados5, mas possamos fortemente resistir, até que finalmente alcancemos a vitória total6.

  1. Sl 103:14–16; Jo 15:5
  2. Ef 6:12; 1Pe 5:8
  3. Jo 15:19
  4. Rm 7:23; Gl 5:17
  5. Mt 26:41; Mc 13:33; 1Co 10:12,13
  6. 1Ts 3:13; 1Ts 5:23

Como você termina sua oração?

“Pois teu é o reino, o poder e a glória, para sempre.” Quer dizer: Tudo isso Te pedimos, porque Tu queres e podes dar-nos todo o bem, pois és nosso Rei e tudo está em teu poder1. Pedimos-Te isso também, para que não o nosso, mas teu santo nome seja eternamente glorificado2.

  1. 1Cr 29:10–12; Rm 10:11–13; 2Pe 2:9.
  2. Sl 115:1; Jr 33:8,9; Jo 14:13

O que significa a palavra: “amém”?

Amém quer dizer: é verdadeiro e certo. Pois Deus atende à minha oração com muito mais certeza do que o desejo que eu sinto, no coração, de ser ouvido por Ele1.

  1. 2Co 1:20; 2Tm 2:13