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Você é Maurício Souza.

O cancelamento de Maurício Souza e a liberdade de expressão agredida

Nessa quarta-feira, 29 de Outubro do ano 2021 depois de Cristo, o campeão olímpico de vôlei Maurício Souza foi demitido do Minas Tênis. Você também foi, e vou te explicar o porquê.

A acusação, da qual ele certamente é culpado, é haver feito uma série de posts criticando a homossexualidade, ou melhor, a imposição da agenda do movimento LGBT em nossa sociedade.

Feed de Instagram do Jogador

Após uma série de acontecimentos, de pressões de patrocinadores e de vídeos gravados pelo atleta, Maurício Souza foi desligado do clube.

No dia 29/10, políticos progressistas entraram com uma ação contra o Instagram para retirar do ar o “discurso de ódio” do atleta, e também fizeram uma representação contra ele no MP.

Seguindo o tom perseguidor, há alguns dias a vereadora trans Duda Salabert, que é, para todos os efeitos, um homem que acredita ser mulher, alegou ter sofrido preconceito por não ter sido atendida em um salão de beleza. A vereadora ameaçou ação judicial.

A alegação para recusar o serviço foi de que o salão só atendia mulheres, e provavelmente foi feita por uma funcionária com um par de olhos e franqueza o suficiente para dizer o que a sociedade se nega a ver.

O salão Ana Araújo, culpado desse crime imperdoável, implorou perdão e, em um exercício comovente de misericórdia cristã, Duda não os processou, com a alegação de que o perdão é o melhor caminho e de que o Salão fará ações contra a transfobia.

Quase a versão bíblica: a misericórdia triunfa sobre o Juízo! Um exemplo de mulher (?)!

Um rapaz, porém, expressou sua opinião de forma incisiva nos comentários.

Superior e evoluída. Você, pobre cristão, é um troglodita ignorante. Quando eles te pegam, mesmo que você renuncie tudo, ainda sim não conseguirá se salvar.

Afinal, é preciso que você sofra. É pelas minas, monas e manas que sofrem todos os dias.

Escrevo essas palavras em tristeza. Para mim é inexplicável como tudo chegou a esse ponto.

Como Deus pode permitir que soframos isso em nosso próprio país?

O que fizemos para que Ele permita que um grupo que não consegue distinguir homem e mulher mande em nós?

Como Ele permite que meia dúzia de posts de pessoas ímpias, manifestamente diabólicas, desfaçam empregos?

Que loucos exijam, com vozes arrogantes, retratação por verdades evidentes, como o fato de que o homossexualismo e o transexualismo são contrárias à natureza?

Como o Pai permite que persigam a Igreja de Jesus Cristo com processos absurdos contra cristãos por afirmações básicas da fé, como esse daqui?

Senhor, meu Deus, o que fizemos?

Por que o Senhor se cala?

Deus nos entregou nas mãos de homens sem senso de realidade. Pessoas que acham normal falar “todes”.

Pessoas que, se pudessem, arrancariam Jesus Cristo do céu para crucificá-lo novamente, como muitas vezes fazem em seus atos criminosos em manifestações.

Deus nos entregou nas mãos de pessoas que, por não poderem arrancar Cristo dos céus, o atacam por meio de seus membros: nós, a Igreja.

Esse é o triste estado do Brasil e da Igreja Evangélica.

De fato, como nota o Pastor Rodrigo Mocellin, a acusação de homofobia é uma tática para nunca argumentar.

No fundo, eles sabem que a visão de mundo deles não subsistiria a uma análise profunda.

Sabem que a prática sexual que tanto amam é indefensável moralmente.

Sabem que defendem atos imorais, alguns dos quais são só mutilação, e se tornam ainda mais culpados quando dão nomes chiques como “mudança de sexo” para aquilo que é mera perversidade.

Por isso, levantam a ideia tosca da homofobia. Para nos intimidarem. Para que nos envergonhemos do Evangelho e, calados, nos escondamos atrás de prerrogativas legais.

Prerrogativas do tipo “pode falar contra a homossexualidade, desde que dentro das quatro paredes de um templo religioso”.

Para eles, nossas ideias podem até existir. Diferente dos tiranos de 1984 (livro de George Orwell e leitura obrigatória para nossos tempos), eles (ainda) não buscam a nossa conversão à religião deles. Mas, caso nossas ideias existam, precisamos manter nossas crenças dentro de nossa cabeça.

Mas o que seria, para eles, homofobia?

Bem, imagino que você definiria homofobia como: um cidadão agredir física ou verbalmente um homossexual, tendo a agressão como causa o fato dele ser homossexual… enfim, algo nessa linha.

Porém, os ímpios, em sua sutileza, mentirosamente distorcem esse significado.

Vou dar um exemplo disso em uma citação de um militante conhecido, o Sr. Paulo Iotti, advogado que convenceu o STF a equiparar homofobia com o preconceito contra negros (racismo).

Citarei esse indivíduo lamentável nesse texto meramente pois ele se manifestou para criminalizar a opinião de Maurício Souza. Sinceramente rogo a Deus que homens como ele não se multipliquem em nosso país.

Com a palavra, então, o Dr. Iotti:

“A fala do jogador Maurício Souza configura crime de homofobia, porque ele insinuou que uma história em quadrinhos representar um herói como homossexual ou bissexual nos levaria a uma situação social problemática. É incitação ao preconceito que configura crime de racismo nos termos do art. 20 da Lei 7716/89, lembrando que o STF reconheceu a homotransfobia como crime de racismo”

Pera, quê? A citação é das mais estranhas. “Homotransfobia” como crime de racismo. Essa gente perdeu o bom senso não só para distinguir homem de mulher, mas também para discernir quando estão sendo absurdos.

Mas não é o pior. Observe com atenção qual foi o crime cometido:

“porque ele insinuou que uma história em quadrinhos representar um herói como homossexual ou bissexual nos levaria a uma situação social problemática”

Eu não sei se li errado, não é possível.

Será que esse advogado acaba de dizer que algo que todo cristão é forçado a afirmar por virtude de seu batismo, é homofobia?

Vejamos um silogismo que qualquer criança de uma Igreja histórica consegue entender:

1- O pecado traz situações sociais problemáticas (ou, para ser bem sincero, destrói a sociedade).

2- Homossexualidade é pecado.

Ergo,

3- A Homossexualidade traz situações sociais problemáticas (ou, para ser bem sincero, destrói a sociedade).

A proposição maior só um ateu pode negar.

A menor, todo cristão deve afirmar, e assim afirmam as Igrejas Protestante, Romana e Oriental.

A conclusão segue pela própria lei da lógica.

Então, ao criminalizar a conclusão, o desejo dele é, na verdade, criminalizar premissas da fé cristã.

Pelo visto, é essa a vontade mesmo dos que pensam como o Dr.Paulo.

Eles nunca mais querem ter que ouvir que o pecado que cometem é terrível.

No caso do advogado militante, falo excluindo a possibilidade de que ele não esteja pecando contra a luz do conhecimento.

Haja vista suas manifestações em prol do Estado Laico radical, é bem provável que ele não só conheça como também odeie e repudie o Senhor Jesus Cristo. Por esse motivo, as imprecações. Nem Saulo foi assim em seus pecados. Saulo fez o mal na ignorância (1Tim 1:13).

Sendo assim, vemos nesse caso somente ódio e irracionalidade pura contra Deus sendo manifestados contra a Igreja.

Bem, torçamos para que os esforços dele e de seus aliados falhem miseravelmente(e que suas mesas se tornem em laço, que a prosperidade deles lhes seja uma armadilha- Salmo 69).

Mas não é só isso.

Vejamos o caso de Duda Salabert. Mais um silogismo matador (pois atos de homofobia como essa simples análise lógica matam um trilhão de gays a cada três segundos, de acordo com o Grupo Gay da Bahia, rei das estatísticas deslocadas da realidade):

1- Cooperar de forma imediata, ativa e relevante com o pecado é pecado.

2- É pecado viver de forma contrária ao sexo biológico (Deuteronômio 22:5, etc).

Ergo,

3- Prestar serviços de beleza para um(a) trans que envolvam ativamente tornar um homem biológico mais feminino é pecado.

Recusar serviço para Duda Salabert em um salão de beleza, portanto, não foi só uma ilegalidade (como a militante bem lembrou a todos).

Foi também um dever cristão.

Por isso, cristão fiel, digo que você é Maurício Souza. Você perdeu seu emprego ontem, no dia 29 de Novembro da Era Comum. (Era Comum, Cristo está morto e o Estado é Laico).

Você expressou seus valores religiosos. Desculpe, mas citar Bíblia é sem condição. Por esse motivo, nós VAMOS tirar a sua capacidade de sustentar a sua família.

Se você pensa que estou exagerando, vá nos comentários das postagens da vereadora. Veja tweets sobre o tema. Eles pouco se importam com a sua fé. Com a nossa fé. Em última análise, pouco se importam com Aquele que os criou.

Você, cristão que compromete sua fé, é a atendente que só não perdeu o emprego porque chorou muito. Fez ato de contrição. Pagou a penitência. No final, por sorte, uma sacerdotisa da religião secular te garantiu a remissão dos seus pecados. E foi sorte tá? Se fôssemos olhar a opinião de alguns leigos, você teria sido excomungada ad perpetuum. E sem trabalho para você depois disso.

Novacianismo gay: após ser considerado preconceituoso uma vez, você é um pária para sempre.

Bem, é fato que outros leigos apoiaram o perdão, mas com a condição de que o ato de penitência fosse supervisionado pela sacerdotisa, para que não pareça que eles (iles, elxs, eles e elas) pregam uma graça barata para os arrependidos.

Essa proposta foi a que o grande Joel, da Jovem Pan, também sugeriu: uma penitência (segundo 9:15 em diante). Secularistas nem disfarçam mais que são religiosos.

Bem, quanto à vereadora (?), nossos votos seriam parecidos aos votos em relação ao Doutor Paulo, mas como ela não parece ser tão manifestamente perseguidora quanto nosso amigo advogado ali em cima, rogamos: perdoa-lhe Senhor, pois não sabe o que faz.

Talvez haja salvação.

É só o começo. Em questão de 20 anos, ganharam um poder impensável. Muito do que defendem hoje seria considerado loucura dez anos atrás. Para ser sincero, tem coisas defendidas hoje que até dez meses atrás seriam um absurdo, mas vamos deixar isso para lá.

A semente da serpente tenta, em todas as eras, esmagar a semente da mulher. Terminam sempre só conseguindo machucar o calcanhar. Que Cristo lhes fira a cabeça.

Moisés falava: “Levanta-te, Senhor, sejam espalhados os teus inimigos e fujam diante de ti os que te odeiam.”

Números 10:35

Gostamos de nos enganar e de pensar que os defensores da tirania LGBT são uma minoria. Pouco importa. Uma minoria não se define em número, e sim em poder.

Uma minoria com poder é maioria.

Com poder, inclusive, para esmagar a nossa liberdade de ver a vida como ela é.

Como chegamos a esse ponto?

Provocamos a Majestade de Deus com nosso culto impuro.

Ofendemos a sua Graça com nossa falta de zelo pela oração.

Quebramos o Dia do Senhor com futebol, trabalho desnecessário, shoppings e outras profanações tolas e indignas de um cristão.

Criamos nossos filhos como secularistas.

Negligenciamos o culto familiar, e a prática diária do cristianismo em casa.

Adotamos qualquer ideologia podre imaginável.

Preferimos o aplauso do mundo e dissemos: “todo cristão tem que ser contra a homofobia”.

Falamos isso para aparecer, pois bem sabíamos que tudo dependia de como definir homofobia.

Sem perceber, então, colocamos a corda em nosso pescoço. A mídia enraivecida, militantes furiosos e outros revoltados são o carrasco, é fato. São o meio pelo qual sofreremos.

Mas nunca nos esqueçamos que Deus é o Juiz. Ele é quem foi ofendido. Ele é quem nos punirá.

Como fugir disso?

Como ter nossa vida de volta (e sem os pecados que levaram a toda essa destruição, é claro)?

A resposta está no primeiro capítulo de Isaías.

O Senhor diz:

“Venham, pois, e vamos discutir a questão. Ainda que os pecados de vocês sejam como o escarlate, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, eles se tornarão como a lã.
Se estiverem dispostos e me ouvirem, vocês comerão o melhor desta terra.
Mas, se recusarem e forem rebeldes, vocês serão devorados pela espada; porque a boca do Senhor o disse.”

Isaías 1:18-20

O arrependimento é o início da nossa salvação dos inimigos que nos cercam. É o começo de uma vida com paz temporal, a qual é o princípio da glória eterna.

Resta-nos, portanto, pedir que Deus volte a defender sua Igreja.

Oremos, então, como Moisés, que, há três mil anos, assim pediu:

“Volta, ó Yahweh, para os milhares de milhares de Israel.”

Números 10:36

Não nos abandone, ó Senhor.

Somos todos Teu Povo.

Somos todos Maurício Souza.

P.S: Evidentemente, a Igreja Reformada Ortodoxa, como qualquer igreja cristã, condena o progressismo radical e o movimento LGBT.

No entanto, as opiniões expressadas no texto sobre o caso específico são de seu autor e podem não ser, necessariamente, as visões do Conselho de ministros da igreja.

Afinal, comentar cada polêmica do movimento LGBT não é parte obrigatória do ofício pastoral, que se tornaria impossível de ser cumprido pelo tempo que seria gasto nessa função frívola e interminável.

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