{"id":45,"date":"2020-01-22T19:58:39","date_gmt":"2020-01-22T22:58:39","guid":{"rendered":"http:\/\/iro.org.br\/blog\/?p=45"},"modified":"2022-12-11T16:47:03","modified_gmt":"2022-12-11T19:47:03","slug":"o-inicio-do-fim-da-era-crista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/iro.org.br\/blog\/o-inicio-do-fim-da-era-crista\/","title":{"rendered":"O in\u00edcio do fim da era crist\u00e3"},"content":{"rendered":"<blockquote style=\"user-select: auto;\">\n<p style=\"user-select: auto;\">Ele vos deu vida, estando v\u00f3s mortos em vossos delitos e pecados. <cite>(Ef\u00e9sios 2:1)<\/cite><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"user-select: auto;\">Antes de tudo, a deprava\u00e7\u00e3o total da humanidade \u00e9 uma doutrina b\u00edblica. O pecado de Ad\u00e3o deformou brutalmente a natureza humana. N\u00e3o s\u00f3 o homem foi degradado pelo pecado, mas toda a cria\u00e7\u00e3o. A deprava\u00e7\u00e3o afeta a humanidade em todos os n\u00edveis. Ela reduz o homem \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de quase animalidade ao deformar em n\u00f3s a imagem e a semelhan\u00e7a de Deus. As multid\u00f5es quase incont\u00e1veis que vagam pela vida, destitu\u00eddas de dignidade e reduzidas \u00e0 imbecilidade, proclamam essa verdade. A vida de bilh\u00f5es se resume a comer, reproduzir e morrer. A mis\u00e9ria de suas vidas reflete deprava\u00e7\u00e3o de suas almas. A vida \u00e9 apenas biol\u00f3gica, est\u00e3o e s\u00e3o absolutamente mortos espiritualmente, n\u00e3o passam de cad\u00e1veres que respiram!<\/p>\n<p style=\"user-select: auto;\">Os mais afortunados econ\u00f4mica e socialmente tamb\u00e9m n\u00e3o escapam da putrefa\u00e7\u00e3o espiritual causada pelo pecado, no entanto, a diferen\u00e7a \u00e9 que os envolve um verniz de sucesso material, que aparentemente os faz pensar que vivem. Corpos vivos e almas mortas, assim \u00e9 o homem do pecado. A falsa impress\u00e3o de vitalidade trazida pelo pecado \u00e9 s\u00f3 um paliativo, uma mentira soprada por Satan\u00e1s nos ouvidos humanos. Por isso muito se ri, muito se diverte e muito se festeja. Diante da trag\u00e9dia da morte, o homem \u201cvive\u201d, d\u00e1-se em casamento, se regozija diante da imund\u00edcie com um orgulhoso senso de imortalidade.<\/p>\n<p style=\"user-select: auto;\">O cristianismo compreendido como fundamento da civiliza\u00e7\u00e3o moderna est\u00e1 morto! Sua fun\u00e7\u00e3o de fundamento epistemol\u00f3gico foi mortalmente abalada pelo relativismo p\u00f3s-moderno! A vast\u00edssima contribui\u00e7\u00e3o do pensamento crist\u00e3o a cultura e ao saber est\u00e1 sendo esquecida tanto na Europa quanto na Am\u00e9rica p\u00f3s-crist\u00e3. O pentecostalismo e o neopentecostalismo s\u00e3o bizarrices teol\u00f3gicas que comprometem muito mais do que beneficiam o cristianismo, o que s\u00f3 ratifica a ideia do fim da era crist\u00e3.<\/p>\n<p style=\"user-select: auto;\">O fim da modernidade, cuja preocupa\u00e7\u00e3o com imperativos morais era vis\u00edvel, que bebia da racionalidade cartesiana, marca o in\u00edcio da p\u00f3s-modernidade, cuja caracter\u00edstica primeira \u00e9 o absoluto relativismo (uma contradi\u00e7\u00e3o). Durante a modernidade, no auge do capitalismo bem sucedido e da revolu\u00e7\u00e3o industrial, o cristianismo cumpriu um papel fundamental como estruturador n\u00e3o s\u00f3 do conhecimento, mas de padr\u00f5es \u00e9ticos, morais e legislativos. As sociedades, mesmo que deformadas pelo pecado, erguiam-se sob leis e Estados que obedeciam a certo padr\u00e3o b\u00edblico de governo. Pensadores como Rosseau, Locke, Hobbes, Kant, Hegel e outros, buscavam no cristianismo [mesmo que indiretamente], a refer\u00eancia para constru\u00e7\u00e3o de suas ideias e para as implica\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas delas na constitui\u00e7\u00e3o de seus modelos de Estado e sociedade.<\/p>\n<p style=\"user-select: auto;\">Na p\u00f3s-modernidade isso acabou. A relativiza\u00e7\u00e3o absurda da raz\u00e3o matou a coer\u00eancia e a verdade! A permissividade entendida equivocadamente como \u201cverdade do outro\u201d \u00e9 respons\u00e1vel pelo recrudescimento da podrid\u00e3o \u00e9tica e moral em nosso tempo. A deprava\u00e7\u00e3o total do homem nunca foi t\u00e3o palp\u00e1vel! O certo ao ser confundido com o que d\u00e1 certo resulta numa sociedade sem qualquer tra\u00e7o de retid\u00e3o. A felicidade como um fim em si mesma, e o prazer como motor dessa felicidade potencializa o pecado. Diante da corrup\u00e7\u00e3o causada pelo relativismo p\u00f3s-moderno, tudo cai num estado de degrada\u00e7\u00e3o quase absoluto, a cultura, as leis, a pol\u00edtica, a economia e as ideias.<\/p>\n<p style=\"user-select: auto;\">Morte em vida! \u00c9 o que resta a cad\u00e1veres insepultos. Tudo gira em torno de falsas premissas. Como nos dias do dil\u00favio, o homem vive despreocupado, alimentando seu vazio com festejos e prazeres descontrolados. A sensa\u00e7\u00e3o de que tudo \u00e9 poss\u00edvel trazida pelo avan\u00e7o in\u00f3cuo da tecnologia aumenta a sensa\u00e7\u00e3o mentirosa e fugaz de eternidade. A vida cheia de promessas v\u00e3s e prazeres imediatos traz uma falsa sensa\u00e7\u00e3o de independ\u00eancia diante do senhorio de Deus. A humanidade vive seu del\u00edrio, achando que tem controle sobre a vida. Pensando que tudo pode e que tem tudo. Mas, vive sem Jesus! Ent\u00e3o, tudo lhe \u00e9 subtra\u00eddo, inclusive a vida!<\/p>\n<p style=\"user-select: auto;\">O fim da era crist\u00e3, todavia, n\u00e3o significa o fim da Igreja de Cristo! O problema n\u00e3o est\u00e1 no evangelho, est\u00e1 no cristianismo debilitado pelas heresias, est\u00e1 no pecado que deprava a natureza humana. A Igreja de Cristo \u00e9 invenc\u00edvel, nos prometeu o pr\u00f3prio Jesus. Os que Deus elegeu ser\u00e3o alcan\u00e7ados irrevogavelmente e suas naturezas regeneradas, para gl\u00f3ria e louvor de seu nome. O ant\u00eddoto para deprava\u00e7\u00e3o e suas mazelas \u00e9 a regenera\u00e7\u00e3o dos eleitos. A condi\u00e7\u00e3o desumana de quase animalidade trazida pela deprava\u00e7\u00e3o ser\u00e1 desfeita pela regenera\u00e7\u00e3o. A nova criatura ser\u00e1 reconduzida a imagem e semelhan\u00e7a do Criador.<\/p>\n<p style=\"user-select: auto;\">A confus\u00e3o de nossos dias n\u00e3o \u00e9 confus\u00e3o para Deus. Tudo foi preordenado para que seu nome fosse al\u00e7ado acima de todos os nomes. O Senhor Jesus voltar\u00e1 em poder e gl\u00f3ria e a cria\u00e7\u00e3o ser\u00e1 restaurada. A realidade desfeita e ca\u00f3tica s\u00e3o sinais de sua volta. O caos aparente \u00e9, na verdade, o perfeito acontecer de sua vontade!<\/p>\n<p style=\"user-select: auto;\"><span class=\"smallCaps\" style=\"user-select: auto;\">Soli Deo Gloria!<\/span><\/p><figcaption>Foto por <a style=\"user-select: auto;\" href=\"https:\/\/unsplash.com\/@nenografia?utm_source=unsplash&amp;utm_medium=referral&amp;utm_content=creditCopyText\">Nenad Spasojevic<\/a> no <a style=\"user-select: auto;\" href=\"https:\/\/unsplash.com\/s\/photos\/old-church-interior?utm_source=unsplash&amp;utm_medium=referral&amp;utm_content=creditCopyText\">Unsplash<\/a><\/figcaption>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O cristianismo compreendido como fundamento da civiliza\u00e7\u00e3o moderna est\u00e1 morto, e a vast\u00edssima contribui\u00e7\u00e3o do pensamento crist\u00e3o \u00e0 cultura e ao saber est\u00e1 sendo esquecida em toda sociedade.<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":52,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[18],"tags":[20,19,21,11],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/iro.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45"}],"collection":[{"href":"https:\/\/iro.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/iro.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/iro.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/iro.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=45"}],"version-history":[{"count":9,"href":"https:\/\/iro.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":123,"href":"https:\/\/iro.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45\/revisions\/123"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/iro.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/52"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/iro.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=45"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/iro.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=45"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/iro.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=45"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}