{"id":56,"date":"2020-01-22T22:19:58","date_gmt":"2020-01-23T01:19:58","guid":{"rendered":"http:\/\/iro.org.br\/blog\/?p=56"},"modified":"2022-12-11T16:47:02","modified_gmt":"2022-12-11T19:47:02","slug":"jesus-e-marx-o-dialogo-impossivel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/iro.org.br\/blog\/jesus-e-marx-o-dialogo-impossivel\/","title":{"rendered":"Jesus e Marx: o di\u00e1logo imposs\u00edvel"},"content":{"rendered":"\n<p>No curso ministerial de teologia da Igreja em que congrego \u2013 <em>Igreja Reformada Ortodoxa<\/em> \u2013 resolvemos preparar e ministrar seis breves aulas sobre Teologia Reformada e pol\u00edtica. Inicialmente, as aulas seriam apenas para os que fazem o nosso modesto curso. Mas, convencidos da necessidade de toda igreja, resolvemos transform\u00e1-las em aulas abertas a toda congrega\u00e7\u00e3o. O artigo que escrevo \u00e9 uma suma da parte que me coube, a saber, o marxismo e sua rela\u00e7\u00e3o com a realidade e com a Igreja. Evidentemente n\u00e3o passa nem perto de ser exaustivo. \u00c9 apenas uma contribui\u00e7\u00e3o a um debate que tem sido levado a cabo por irm\u00e3os e pensadores muito mais capacitados.<\/p>\n\n\n\n<p>Insistentemente tem sido estudado, debatido e combatido por n\u00f3s, crist\u00e3os b\u00edblicos e conservadores, o que comumente se denomina marxismo cultural. Afirmo, a t\u00edtulo de explica\u00e7\u00e3o, que todo o marxismo deveria, a princ\u00edpio, ser tratado como cultural, na medida que est\u00e1 inserido como ideia ou ideologia em qualquer cultura determinada historicamente. Entretanto, o termo foi cunhado para definir uma nova vis\u00e3o criada pelos pr\u00f3prios marxistas para responder te\u00f3rica e praticamente a uma s\u00e9rie de desafios ao seu pensamento, ainda no in\u00edcio do s\u00e9culo XX.<\/p>\n\n\n\n<p>Na perspectiva de Karl Marx e de seus seguidores, o socialismo era uma verdade inexor\u00e1vel, que seria infalivelmente vitoriosa ainda nos estertores do s\u00e9culo XIX e no alvorecer do XX. As contradi\u00e7\u00f5es inerentes ao capitalismo, catapultadas pelo que eles julgavam ser o motor dial\u00e9tico da Hist\u00f3ria, a luta de classes, levariam a ru\u00edna do capital e a vit\u00f3ria final do comunismo. A perspectiva cl\u00e1ssica marxista era que o conflito mortal entre a burguesia detentora da propriedade privada sobre os meios de produ\u00e7\u00e3o e o proletariado produtor da riqueza, mas alienado dela e do resultado final de seu trabalho, geraria uma nova sociedade governada pelos interesses do proletariado, o socialismo. Note que o socialismo, para os marxistas, ainda n\u00e3o seria o fim da Hist\u00f3ria; o fim s\u00f3 seria alcan\u00e7ada na \u201cplenitude\u201d comunista, a perfeita e escatol\u00f3gica sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p>Marx n\u00e3o via sua doutrina como ideologia. Para ele, ideologia tinha um sentido bastante negativo, na medida em que era uma ferramenta para falsear a realidade a servi\u00e7o da classe dominante. Ele a via como uma cosmovis\u00e3o. Seus seguidores ainda a veem assim, sendo capazes de explicar a totalidade do cosmos. Assim escapam de si mesmos, retirando de suas doutrinas a pecha de falseadoras da realidade e, ao mesmo tempo, s\u00e3o al\u00e7adas ao status de explicadoras da realidade. Insisto, o marxismo \u00e9 s\u00f3 uma ideologia e, como tal, possui um fundamento religioso por ser id\u00f3latra, gn\u00f3stico e oferece um simulacro de reden\u00e7\u00e3o e de escatologia. Id\u00f3latra porque retira Deus do seu lugar primeiro. Gn\u00f3stico porque enxerga parte da cria\u00e7\u00e3o como intrinsecamente m\u00e1. Falsamente redentor porque credita ao homem a auto reden\u00e7\u00e3o e deposita no comunismo a esperan\u00e7a do fim da Hist\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>No seu modo mais cl\u00e1ssico, o marxismo alimenta a ideia que todo modo de produ\u00e7\u00e3o \u00e9 formado por uma imbricada teia de infra e superestrutura. Resumidamente, a infraestrutura seria a base econ\u00f4mica, e a superestrutura as rela\u00e7\u00f5es sociais, pol\u00edticas, jur\u00eddicas e culturais. Em \u00faltima an\u00e1lise, a infraestrutura determinaria a superestrutura. Entretanto, essa vis\u00e3o materialista da Hist\u00f3ria foi colocada em xeque ainda no come\u00e7o do s\u00e9culo XX. Na Europa, o socialismo Fabiano, os reformistas da social democracia, a pr\u00f3pria Igreja Romana e as protestantes propunham um caminho diferente, marcadamente reformista e pac\u00edfico. Ao fim da primeira guerra, os marxistas que esperavam uma explos\u00e3o revolucion\u00e1ria tiveram que contentar-se com a experi\u00eancia russa de 1917, experi\u00eancia que derrubou de vez o princ\u00edpio marxista cl\u00e1ssico de que o socialismo se daria em um capitalismo plenamente desenvolvido e prenhe de contradi\u00e7\u00f5es. A revolu\u00e7\u00e3o russa ocorreu em um pa\u00eds agr\u00e1rio e atrasado. O que surgiu dessa experi\u00eancia foi uma aberra\u00e7\u00e3o totalit\u00e1ria, burocr\u00e1tica e assassina que recebeu o nome de marxismo-leninismo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 assim, contextualizado, que devemos entender o surgimento do chamado marxismo cultural ou neo marxismo. O marxismo cultural nasceu da combina\u00e7\u00e3o dos pensamentos do marxista italiano Antonio Gramsci e da Escola de Frankfurt, um grupo de intelectuais marxistas que se reuniram nessa institui\u00e7\u00e3o para repensar o marxismo e sua aplica\u00e7\u00e3o. Gramsci, ap\u00f3s viver na URSS e de sua experi\u00eancia sob o fascismo de Mussolini, entendeu que era necess\u00e1rio uma releitura do marxismo, j\u00e1 que o modelo cl\u00e1ssico de Marx e a aplica\u00e7\u00e3o da doutrina na R\u00fassia agr\u00e1ria foram um retumbante fracasso. Ele percebeu que proletariado tinha outras lealdades que n\u00e3o s\u00f3 de classe (fam\u00edlia, religi\u00e3o, esporte, etc.) havia sido &#8220;corrompido&#8221; pelas &#8220;benesses&#8221; capitalistas e j\u00e1 n\u00e3o se encontrava t\u00e3o disposto a aventuras revolucion\u00e1rias. Prop\u00f4s, ent\u00e3o, uma reavalia\u00e7\u00e3o que se traduziria na invers\u00e3o da equa\u00e7\u00e3o infraestrutura determinando a superestrutura. O ponto central a ser atacado n\u00e3o seria mais, segundo ele, as condi\u00e7\u00f5es materiais ou objetivas, mas as condi\u00e7\u00f5es subjetivas, isto \u00e9, a cultura no seu sentido mais amplo. Gramsci defendeu a forma\u00e7\u00e3o do que ele chamou bloco hist\u00f3rico, formado pelo proletariado, minorias oprimidas e intelectuais org\u00e2nicos dirigidos pelo partido comunista. Tal bloco hist\u00f3rico deveria alcan\u00e7ar uma hegemonia cultural, disputando com a burguesia os cora\u00e7\u00f5es e mentes das &#8220;massas oprimidas&#8221;. A disputa pela hegemonia cultural seria a nova estrat\u00e9gia revolucion\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>A Escola de Frankfurt absorveu e aperfei\u00e7oou a nova estrat\u00e9gia. Intelectuais marxistas como Max Horkheimer, Theodor W. Adorno, Herbert Marcuse, Erich Fromm, fundadores da institui\u00e7\u00e3o, levaram adiante a ideia n\u00e3o s\u00f3 da subvers\u00e3o, mas da destrui\u00e7\u00e3o da cultura, atrav\u00e9s da desconstru\u00e7\u00e3o das tradi\u00e7\u00f5es familiares, religiosas, pol\u00edticas e jur\u00eddicas. Um dos principais objetivos era e continua sendo destruir a cren\u00e7a em Deus. Deus \u00e9 o entrave que os impede de desorganizar, subverter e destruir a cultura e as tradi\u00e7\u00f5es. A estrutura familiar tradicional, conforme criada por Deus, tamb\u00e9m deveria e deve ser, segundo eles, destru\u00edda. O despejamento de den\u00fancias e ataques contra a heterossexualidade e contra o papel do homem conforme a cria\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 parte da destrui\u00e7\u00e3o da ordem vigente. O feminismo igualitarista, a teoria dos g\u00eaneros, o movimento negro radical, o \u201cambientalismo\u201d violento, a milit\u00e2ncia LGBT fazem parte do pacote marxista travestido de movimentos justos e aceit\u00e1veis. Todos eles t\u00eam em comum o fato de sustentarem-se em &#8220;minorias oprimidas&#8221; falsamente v\u00edtimas da &#8220;opress\u00e3o&#8221; capitalista. A agenda de tais movimentos \u00e9 anticapitalista e claramente comunista.<\/p>\n\n\n\n<p>Fica bastante claro que as manifesta\u00e7\u00f5es do marxismo cultural em nossa \u00e9poca e realidade s\u00e3o indiscut\u00edveis. O Brasil \u00e9 governado por marxistas que t\u00eam a perspectiva estrat\u00e9gica do marxismo cultural. O PT a aplica com extrema efici\u00eancia; seus aliados s\u00e3o movidos pelo mesmo objetivo. No entanto, o maior perigo para os crentes est\u00e1 na absor\u00e7\u00e3o desses ideais revolucion\u00e1rios e antib\u00edblicos pela Igreja. Desde o s\u00e9culo XIX, a Igreja tem sido perme\u00e1vel ao marxismo. D\u00f3i na carne constatar que um dos principais ve\u00edculos de propaga\u00e7\u00e3o do marxismo nas Igrejas s\u00e3o pastores e te\u00f3logos de confiss\u00e3o tradicional. Por exemplo, o Evangelho Social do pastor americano\/alem\u00e3o Walter Rauschenbusch, no s\u00e9culo XIX, que ao priorizar, mesmo que bem intencionado o papel social da Igreja (sob a press\u00e3o das p\u00e9ssimas condi\u00e7\u00f5es de vida durante a segunda revolu\u00e7\u00e3o industrial) se equivocou ao desfocar o objetivo da mesma, que \u00e9, sobretudo, adorar a Deus.\n<\/p>\n\n\n\n<p>Mas \u00e9 na f\u00e9 Romana que o marxismo encontrou sua morada mais alvissareira. Desde a publica\u00e7\u00e3o da enc\u00edclica <em>Rerum Novarum<\/em> pelo papa Le\u00e3o XIII, em 1891, os cat\u00f3licos j\u00e1 expressavam sua preocupa\u00e7\u00e3o com as quest\u00f5es sociais e, ao mesmo tempo, com a necessidade de responder ao marxismo. Nos anos sessenta, certamente fruto das inquieta\u00e7\u00f5es da \u00e9poca, o Conc\u00edlio Vaticano II aprofundou as doutrinas sociais cat\u00f3licas, agora mais influenciadas pelo liberalismo teol\u00f3gico e pelo pr\u00f3prio marxismo. As bases que permitiriam o surgimento da Teologia da Liberta\u00e7\u00e3o estavam dadas. Na Am\u00e9rica Latina, liderados por te\u00f3logos cat\u00f3licos como Leonardo Boff, Jon Sobrino e Juan Luis Segundo, a Teologia da Liberta\u00e7\u00e3o aprofundava seu di\u00e1logo com o marxismo sob a \u00e9gide de que o evangelho exige a &#8220;op\u00e7\u00e3o preferencial pelos pobres&#8221;, estigmatizando Jesus como um l\u00edder revolucion\u00e1rio e reduzindo-o a um ativista pol\u00edtico. A Teologia da Liberta\u00e7\u00e3o foi respons\u00e1vel no Brasil pelo aprofundamento do antib\u00edblico e improv\u00e1vel di\u00e1logo entre cristianismo e o marxismo. A partir dela foram lan\u00e7adas as bases para o surgimento do PT e da CUT, j\u00e1 que parte da lideran\u00e7a esquerdista brasileira nasceu nos movimentos sociais cat\u00f3licos.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A Teologia da Miss\u00e3o Integral \u00e9 uma variante protestante da Teologia da Liberta\u00e7\u00e3o&#8221;! Essa afirma\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 minha, mas de um dos principais te\u00f3logos da TMI (Teologia da Miss\u00e3o Integral). A TMI \u00e9 uma pretensa renova\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria protestante na Am\u00e9rica Latina, baseada na perspectiva do di\u00e1logo entre o marxismo e a Igreja de Cristo, na necessidade de ampliar a tarefa mission\u00e1ria com a\u00e7\u00f5es sociais e preocupa\u00e7\u00e3o com as condi\u00e7\u00f5es de vida do evangelizado; por\u00e9m, n\u00e3o a partir das Escrituras, como deveria ser, mas de pressupostos marxistas como classes sociais, luta de classes, estatismo e consci\u00eancia cr\u00edtica. Os fundamentos da TMI e da TL s\u00e3o os mesmos: transformar o evangelizado em um potencial soldado das transforma\u00e7\u00f5es sociais. O mission\u00e1rio crist\u00e3o n\u00e3o deve, segundo eles, pregar a Palavra Redentora somente, mas influenciar as organiza\u00e7\u00f5es sociais e a consci\u00eancia, tornando-a cr\u00edtica e anticapitalista, sob um verniz de caridade e aten\u00e7\u00e3o aos pobres. N\u00e3o que Deus n\u00e3o nos tenha ordenado cuidado com os mais pobres, mas o fez sob a l\u00f3gica \u00fanica e inerrante de sua Palavra.<\/p>\n\n\n\n<p>Concluo afirmando que n\u00e3o h\u00e1 possibilidade de um di\u00e1logo entre o marxismo e o cristianismo. S\u00e3o fundamentados por pressupostos antag\u00f4nicos e irreconcili\u00e1veis. O cristianismo b\u00edblico sustenta-se em uma premissa fundante, irrevog\u00e1vel, eterna e perfeita, no pr\u00f3prio Deus. O marxismo \u00e9 uma ideologia constitutiva de uma cosmovis\u00e3o antropoc\u00eantrica, essencialmente falha e id\u00f3latra. Os crentes, por sua vez, devem se preocupar e se envolver com a pol\u00edtica, mesmo porque cremos que tudo pertence \u00e0 soberania de Deus e tudo o que Ele fez \u00e9 bom. A ideia falaciosa e her\u00e9tica que h\u00e1 partes na cria\u00e7\u00e3o que s\u00e3o estruturalmente m\u00e1s deve ser evitada. Calvino, em suas &#8220;Institutas&#8221;, via com apre\u00e7o a autoridade e o governo civil como servos de Deus que deviam ser respeitados e considerados. Para o crist\u00e3o reformado n\u00e3o h\u00e1 separa\u00e7\u00e3o entre o sagrado e o profano; por isso, debater e intervir politicamente na sociedade \u00e9 saud\u00e1vel. Evidentemente que nossa interven\u00e7\u00e3o deve ser balizada pela Palavra de Deus. Se estivermos fundamentados na Palavra de Deus, nossas predile\u00e7\u00f5es partid\u00e1rias, nossas escolhas pol\u00edticas e nosso voto excluem qualquer possibilidade de aproxima\u00e7\u00e3o com partidos de esquerda ou com posi\u00e7\u00f5es de extrema direita inclinadas ao fascismo e a viol\u00eancia. No fim, todas as coisas devem ser feitas para gl\u00f3ria de Deus, inclusive a pol\u00edtica. Mesmo que nenhum sistema econ\u00f4mico ou regime pol\u00edtico sejam perfeitos em raz\u00e3o da queda, podemos nos voltar para pol\u00edticos e propostas que se aproximem da vontade soberana de Deus exposta irrevogavelmente nas Escrituras Sagradas.<\/p>\n\n\n\n<p><span class=\"smallCaps\">Soli Deo Gloria!<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O marxismo e o cristianismo s\u00e3o fundamentados por pressupostos antag\u00f4nicos e irreconcili\u00e1veis: o cristianismo b\u00edblico sustenta-se em uma premissa irrevog\u00e1vel, eterna e perfeita \u2013 no pr\u00f3prio Deus, enquanto o marxismo \u00e9 uma ideologia constitutiva de uma cosmovis\u00e3o antropoc\u00eantrica, essencialmente falha e id\u00f3latra.<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":57,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[18],"tags":[20,22,23,24],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/iro.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56"}],"collection":[{"href":"https:\/\/iro.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/iro.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/iro.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/iro.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=56"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/iro.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":110,"href":"https:\/\/iro.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56\/revisions\/110"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/iro.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/57"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/iro.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=56"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/iro.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=56"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/iro.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=56"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}